:: Tim-tim, Nearis ::

Com certeza você conhece esse rótulo, mas com outro nome. Bom, se os gringos quiserem fazer justiça (difícil…), esse é o verdadeiro nome de um dos uísques mais consumidos no mundo. (Parênteses: uísque ou bourbon? Sei que todo bourbon é uísque, mas nem todo uísque é bourbon. Ok, brindemos, de qualquer maneira.)

Deixo a Hypeness contar o causo:

Você provavelmente nunca ouviu falar de Nearis Green, um escravo negro de uma destilaria nos Estados Unidos em meados do século XIX. Mas certamente você já ouviu falar do então jovem Jasper Daniel, mais conhecido como Jack Daniel que, 150 anos atrás, começou uma marca de uísque. O que ninguém sabe é que foi Nearis quem ensinou tudo a Jack. Aos poucos a verdadeira história do uísque mais vendido do mundo (e de uma das marcas mais icônicas dos Estados Unidos) vai revelando que quem estava por trás da receita e das técnicas de destilação do Jack Daniel’s era um escravo. [>> segue]

Quem me repassou a novidade, que nem é tão nova assim, foi o brôu Marcelo — que também é o autor da arte do novo rótulo. E vem dele, também, a dica do post da Lana, que emenda outro causo aí:


Nearis Green e Jack Daniel

:: Literatices: HQ ::

Sou só um pretenso literato: sei que li mais do que a média (o que não é mérito nenhum), mas muito menos do que deveria ou queria ou poderia. No meio dessas infinitas descobertas que são os livros, de uns tempos pra cá venho me embrenhando noutras linguagens: os quadrinhos. Muito por culpa dos meus irmãos, o Marcelo e o Cacá, que abriram a Monkix. De zines a autores independentes, passando por adaptações de clássicos da literatura e outras surpresas, tem de tudo um pouco lá: um pequeno universo do que há de mais expressivo na área. Sem contar que, vira-e-mexe, tem algum lançamento ou tarde de autógrafos ou um auê qualquer com direito a cerveja e rock’n roll.

Da leva mais recente, destaco dois livros — diametralmente distintos no tema e na linguagem, mas com algo em comum: sensibilidade. O primeiro, uma ficção marcada pelos traços mais suaves do Guilherme Petreca, mescla piratas, bruxas, malandros e monstros na jornada muda do menino Ye, numa narrativa fantástica pincelada de aventura e magia.

Já o segundo, Ghetto Brother, vem com traços mais ‘brutos’, como aliás convém ao roteiro: o cenário de guerra das gangues do Bronx na década de 1970, e a busca pela paz liderada por Benjy Melendez, num histórico acordo com os líderes das gangues que inspirou filmes como Warriors – Os Selvagens da Noite e é considerado o considerado o marco inicial da cultura hip hop. Tudo fruto das pesquisas do fotógrafo alemão Julian Voloj, traduzido nas ilustrações da também alemã Claudia Ahlering.

Sei que esse é só um registro das minhas parcas impressões, e tá longe de ser uma resenha mais profunda (nem tive essa pretensão): fica como dica pra quem se interessar. Dicas, aliás, que vieram do Marcelo, que saca tudo e mais um pouco de quadrinhos: pode charmar ele aí no feicebúqui que ele responde. Mas — garanto! — vale a pena ir pessoalmente lá na Monkix pra bater um papo com ele.

:: Momento jabá ::
>> Monkix: o site
>> Monkix no Feice

:: Guarabyra: um Causo ‘Licoroso’ ::

Sabe aquele típico causo, quando um cantador-contador relembra quando e como foi feita determinada música? E, em se tratando de uma canção que faz parte do repertório popular, ganha um tom quase que familiar pra quem ouve o causo. Foi o que aconteceu em abril, no EducaMais Jacareí, num show memorável do meu camarada Tuia Lencioni, lançando o CD ‘Reverso Folk’, com as participações especialíssimas do Tavito, Guarabyra e Zé Geraldo. Lá pelas tantas, o Guarabyra soltou o causo. Deixemos que ele conte.

Íntegra do show pode ser (re)vista aqui, num oferecimento da TV Câmara Jacareí.