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Resultados:

09.03.2006

:: Sevirismo ::

Esse é *o* cara:

Esse é o cara

[Clique na imagem para ampliar]
Por Paulo Bicarato, às 15:46 de 09.03.2006 - Comentem!
Categoria: Almanaque

18.10.2007

:: Primavera ::

Verde que te quero... verde, azul, vermelho, lilás, laranja...



Foto: Wendell Marques | [Clique pra ampliar]
Por Paulo Bicarato, às 16:20 de 18.10.2007 - Comentem!
Categoria: Etilíricas

16.10.2007

:: Violência Urbana ::

É mesmo o fim da picada! Onde é que esse mundo vai parar, meu Deus?



[Clique pra ampliar]
Por Paulo Bicarato, às 17:11 de 16.10.2007 - 1 já comentou aqui
Categoria: Primeira Edição

03.08.2006

:: Sala de Justiça ::

Enquanto isso, na Sala de Justiça, os colegas de trabalho em ação.

Colegas em Ação
Clique pra ampliar

[Arte: Fernanda Photoshopeira]
Por Paulo Bicarato, às 17:09 de 03.08.2006 - 3 comentários
Categoria: Coleguinhas

01.08.2006

:: Pietá ::

Dica do FF.

Pietá

[Clique na imagem para ampliar.]
Por Paulo Bicarato, às 12:33 de 01.08.2006 - 2 comentários
Categoria: Primeira Edição

08.02.2008

:: Cara-de-pau ::

Se o fulano aí trabalha, eu não sei. Mas que merece o troféu cara-de-pau, merece... [Clique na imagem pra ampliar]

Por Paulo Bicarato, às 16:53 de 08.02.2008 - 3 comentários
Categoria: Almanaque

23.12.2008

:: 2009 Vem Aí! ::

Prxs copoanheirxs, e pra quem mais passar por aqui, fica minha sincera mensagem pra 2009, pela boca da Mafalda. Abraçãos a todoxs!

Clique pra ampliar.
Por Paulo Bicarato, às 12:48 de 23.12.2008 - 2 comentários
Categoria: Etilíricas

13.09.2004

:: *Aula* de Geografia ::

Genial! O mapa-mundi visto dos EUA. Dica do René, via Radinho.

[Clique no mapa para ampliar.]
Por Paulo Bicarato, às 12:55 de 13.09.2004 - 1 já comentou aqui
Categoria: Primeira Edição

08.11.2007

:: Futuro do Livro ::

Esse promete. Pelo time que tá aí, pra lá de eclético, só pode dar em coisa boa.

Futuro do Livro

[Via HdHd, que também tá lá. Clique pra ampliar e ver mais informações.]
Por Paulo Bicarato, às 14:16 de 08.11.2007 - 2 comentários
Categoria: Biblios

:: Menu das Fodinhas ::

Singela mensagem, mas com informações interessantíssimas, do camarada Xina:

[Clique pra ampliar]
Senhores:
Quando forem a Portugal, à hora do almoço ou jantar, lembrem-se da assessoria desta delicada notícia jornalística. Que rica é a lingua portuguesa, ô pá!
Por Paulo Bicarato, às 10:43 de 08.11.2007 - Comentem!
Categoria: Almanaque

01.10.2008

:: Gotas ::

Descobrir o que há por trás, ou dentro de uma imagem aparentemente simples é coisa pra poucos. Coisa maluca essa que o camarada Luciano Coca flagrou: algo meio borgeano, espelhos que se replicam, a reprodução infinita e abominável da realidade. [Clique na imagem pra ampliar]

LucianoCoca-Gota
Por Paulo Bicarato, às 13:45 de 01.10.2008 - 5 comentários
Categoria: Blogosfera

07.02.2007

:: piauí e os Aeroportos ::

revista piauíComprei hoje a edição de fevereiro da revista piauí
. Só dei uma folheada, já que, como sempre, gosto de saboreá-la com calma. Mas o anúncio-homenagem da revista ao ministro da Defesa, Waldir Pires, pela implantação do PAAA (Programa de Aceleraçaõ do Atraso Aéreo), é simplesmente antológico. [Clique na imagem pra ampliar.]

[Aqui, o original da revista.]
Por Paulo Bicarato, às 15:37 de 07.02.2007 - 3 comentários
Categoria: PretoNoBranco

14.01.2008

:: Sky Dive ::

Algumas décadas atrás, cismei de saltar de pára-quedas. Aqui, o pouso após o primeiro salto:



Mas a carreira de PQD durou pouco. O resultado: quatro meses de cadeira de rodas.




Mas, a qualquer momento, saltarei de novo =^)

[Clique pra ampliar]
Por Paulo Bicarato, às 16:27 de 14.01.2008 - 3 comentários
Categoria: Etilíricas

30.01.2007

:: Coisas desse Brasilzão ::

Só rindo mesmo, apesar de ser quase trágico. Pra quem já rodou por esse Brasilzão, é a coisa mais fácil do mundo topar com uns exemplos como esses [clique pra ampliar]. E tem mais lá no Flickr.

Tem que ter féFaz-tudo
Por Paulo Bicarato, às 16:11 de 30.01.2007 - 2 comentários
Categoria: On the Road

25.09.2007

:: OneWebDay ::

OneWebDay
Já parou pra refletir sobre as mudanças que a web promoveu em sua vida? E sobre o futuro da rede? A proposta do OneWebDay, neste sábado 22/9, é celebrar a rede, mas ao mesmo tempo ampliar a conscientização de que todos somos responsáveis pela boa manutenção da web.

É aquele velho papo: por trás de cada computador, há uma pessoa. Somos nós que fazemos, que somos a rede. E que tudo que tá aqui é livre e deve ser compartilhado -- sem essa de *conteúdos* fechados; a internet é livre e anárquica por natureza.
Por Paulo Bicarato, às 18:47 de 25.09.2007 - 1 já comentou aqui
Categoria: Linux Vida Open Source

13.11.2007

:: É Nóis Grafitando ::

Com a supervisão do mestre Tainã (que, na verdade, é responsável por 99,9% da *obra*), eis que este alfarrabista se aventurou nas praias do grafitti.

[Clique pra ampliar]
Por Paulo Bicarato, às 13:05 de 13.11.2007 - Comentem!
Categoria: Linux Vida Open Source

25.05.2009

:: Fotojornalismo ::

Lance do Palmeiras (Jumar) e São Paulo (Hugo), no clássico do domingo. Balé puro, numa bela sacada do Moacyr Lopes Jr., da Folha de S.Paulo. Sobre o jogo em si, que meteram a mão no Verdão, prefiro deixar pra lá. [Procurei a foto online, mas não achei. Fui obrigado a scanear e botar aqui.]

Segundo clichê: sei que o Oliveira, o canalha (amigo) do SLeo, não costuma visitar este Alfarrábio. Mas o JotaJota, o canalha da redação aqui, num ímpeto oliveirístico, comentou:
-- É... o palmeirense tá por trás do bambi, e o bambi com essa expressão de *huh!*, só mostra que a *coreografia* foi no improviso mesmo... (ou não...)

[Clique pra ampliar]
Por Paulo Bicarato, às 17:16 de 25.05.2009 - 2 comentários
Categoria: Coleguinhas

19.05.2005

:: Pro Ego ::

Momento egotrip:
No Municipal, sanduíche-íche de Bicarato com duas Aninhas, a Brambilla e a Cavagnoli. No espelho, o Estiga.
[Clique na foto para ampliar]

P.S.: acabei de ver que alguém (será que foi o João Ubaldo?) caiu aqui no Alfarrábio quando procurava por *gírias baianas* no YahooSearch... Putz!

Post atualizado em 20/05, às 16:21
Por Paulo Bicarato, às 20:31 de 19.05.2005 - 4 comentários
Categoria: Egotrip

24.11.2005

:: Boa Ação (?) ::

Enviada pelo Marcelo:

"O curínthia sempre quis um título internacional... então eu tirei o título do Internacional e dei pra eles!"
Márcio Rezende de Freitas, 20/11/2005

E o Cacá me mostra que já está à venda o Brasileirão 2006 (esse é o link do MercadoLivre; caso tirem a página do ar, é só clicar na imagem pra ampliar):

Brasileirão 2006

Atualização: E aí vem o indefectível Tutty Vasques:
Peralá!
Aí também já é demais! Tem torcedor do Internacional dizendo que o empate de José Dirceu no STF foi armação para favorecer o Corinthians.
Por Paulo Bicarato, às 15:08 de 24.11.2005 - 2 comentários
Categoria: PretoNoBranco

18.09.2007

:: Jornalismo Marrom ::

Diário
Clique para
ampliar
Anúncio-editorial na capa dum auto-denominado diario (sem acento), que circula quatro cinco vezes por semana, informa aos leitores que passará a circular apenas três vezes. Os motivos? São pérolas que ilustram muitíssimo bem a *cultura* clientelista que ronda publicações desse tipo, principalmente no interior. Nada que não possa ser visto na maioria absoluta das publicações mas, pelo menos, veículos maiores se servem do mesmo expediente de formas um pouco mais veladas (ou seriam mais *profissionais?*). E, para quem conhece a *cidadã* que assina isso aí, sabe que não vale um centavo todo esse palavrório -- já tive acessos de querer mudar de vez de profissão ao ver algumas edições. Que esse hebdomadário morra de vez; não fará falta nenhuma, tenho a mais absoluta certeza. (Na versão ampliada, fiz mais alguns comentários...)
Por Paulo Bicarato, às 16:50 de 18.09.2007 - 1 já comentou aqui
Categoria: PretoNoBranco

07.07.2006

:: Artesanato das Letras ::

Dono de rara escrita, o Rodrigo Gurgel manda o convite pro lançamento de um livro coletivo -- ele participa com um conto. E explica a iniciativa, muito bacana:
Vanderley Mendonça, um dos sócios da Editora Amauta, acaba de criar um novo selo editorial, o Demônio Negro. A idéia inicial de Vanderley é fazer edições artesanais, de maneira que os livros circulem entre os amigos e alguns conhecidos mais próximos. Ele elabora o projeto gráfico-editorial, desenha a capa, imprime o miolo e encaderna, um a um, todos os volumes. Um trabalho incrível, sem dúvida.

No próximo dia 12, será o lançamento do primeiro livro. Uma edição de pouco mais de quarenta exemplares. Trata-se de uma coletânea de contos. E um de meus trabalhos faz parte do livro. Assim, se você pudesse estar presente, seria uma grande alegria para mim.

Convite - Rodrigo Gurgel

[Clique pra ampliar]
Por Paulo Bicarato, às 14:40 de 07.07.2006 - Comentem!
Categoria: Biblios

14.09.2007

:: Bumerangue ::

Vejo lá no HdHd o link pra um levantamento pra lá de interessante, do Rogério Christofoletti. Trata-se de uma lista de gentes empenhadas em estimular a conversação, a pesquisa, os impactos dessa comunicação desenfreada que envolve a blogosfera. Replico o post do Christofoletti:
Este post é um primeiro esforço para juntar os principais blogs dos pesquisadores em comunicação no Brasil. A lista é provisória, em constante construção e aceita novos links. Sugestões de novos blogs são muito bem-vindas. Aliás, passar essa lista adiante também é uma boa iniciativa para replicar e ampliar a iniciativa.

Tomei dois critérios para inclusão de links: 1. Tem que ser pesquisador da área da Comunicação; 2. Tem que ser blog, independente se ele trata de Comunicação.

Esta lista, este post é um bumerangue.
Lanço na blogosfera e não sei quando nem como ele voltará…
Então, o bumerangue tá voando por aí. Quem tiver mais dicas, e quiser conferir a lista, vai lá.
Por Paulo Bicarato, às 18:00 de 14.09.2007 - Comentem!
Categoria: Blogosfera

23.03.2010

:: Microconto Capturado ::

Dia desses resgatei uma brincadeira um projetim de que participei em 2005, a Casa das Mil Portas. O sisteminha é randômico, de maneira que não dá pra procurar um microconto específico -- abrem-se as portas aleatoriamente, e fica-se à mercê das surpresas que surgem por ali.

Mas, em mais um simples -- mas bacana e belo -- exemplo de participação e compartilhamento, o copoanheiro @dasilvaorg, que também responde pelo Reacesso, me manda um e-mail hoje com o recadinho:
um registro pra lembrar
Bica, deu um trabalhinho mas consegui pegar um registro lá procê
Nem imagino quantas portas ele teve que abrir, nem quanto foi *consumida* a paciência dele -- e muito menos se compensou a busca (acho que não, mas...). De qualquer maneira, taí o resultado da *epopéia da captura de um microconto fugidio*.


[Clique pra ampliar]
Por Paulo Bicarato, às 14:20 de 23.03.2010 - Comentem!
Categoria: Etilíricas

07.05.2010

:: Submidialogia ::

Mirinzal (MA) .:|:. Arraial D'Ajuda (BA) .:|:. Valadares (PR)


Segundo clichê: Submidialogia Arraial d'Ájuda
Debates, rituais, apresentações musicais e circenses, ocupações, mostras de vídeos e fotográficas, performances, exposições, gastronomia, produção de rádio, TV e Internet são algumas das atividades que unem artistas, ativistas, produtores culturais, acadêmicos, representantes do governo, jornalistas e ONGs nacionais e internacionais para refletirem por meio da experiência criativa a identidade coletiva, conturbada pela velocidade da transformação econômico-social.


Submidialogia
[Clique pra ampliar: imprima, distribua, replique]


Por Paulo Bicarato, às 16:29 de 07.05.2010 - 2 comentários
Categoria: Linux Vida Open Source

15.07.2009

:: Ilha Grande ::

Dei uma pesquisada na previsão do tempo, e não estava lá muito animadora não. Mas acabei arriscando: raptei a Rose, e fomos pra Ilha Grande no feriado prolongado. Eu já havia estado lá há alguns anos, com meu irmão, e só posso confirmar que vale a pena. Na próxima, quero pegar uns dez dias pra poder percorrer todo o entorno da ilha, a pé. Por enquanto, ficam aqui algumas fotos -- mais impressões e causos ficam pra depois...

[Clique pra ampliar]







Por Paulo Bicarato, às 18:33 de 15.07.2009 - 3 comentários
Categoria: On the Road

29.01.2005

:: Clipping ::

Para acompanhar o que rola no FSM:
  • V Ciranda
  • blog Insanus

    Aliás, passei a semana sem ver nada de TV. Hoje, peguei o jornal da tarde na Globo: gastaram tempo com uma materinha absolutamente nada-a-ver, mostrando só, e exclusivamente, o lado *turista* do fórum. Até chegar ao ponto de mostrar uma churrascaria cheia, e a repórter (?) perguntando a uma turista se ela poderia usar o Txai para pagar a conta... O pauteiro, ou chefe de reportagem, poderia ter mandado a moça-repórter ler algo sobre economia solidária...

    Update: Fotos novas [clique para ampliar]:

    FF, Barlow, Lessig

    Gringos
  • Por Paulo Bicarato, às 18:15 de 29.01.2005 - Comentem!
    Categoria: PretoNoBranco

    07.07.2006

    :: Anarquitetura ::

    Da mesma maneira que o FF, quero acompanhar isso de perto:
    Anarquitetura é um meio pelo qual qualquer pessoa pode adaptar e ampliar o significado e essência de qualquer espaço. É uma maneira de fazer a arquitetura e o controle dela um pouco mais balanceados, entre as pessoas que a desenham e aquelas que a utilizam. Anarquitetura não envolve uma permanente adaptação física de um espaço, mas trabalha muito mais por mudar a significação do espaço dentro da comunidade que o utiliza. É uma forma de criar uma mudança mental numa área, de modo que deste momento em diante, o espaço é lido de um modo diferente.

    Para o anarquiteto, dado um espaço, tudo que se precisa fazer é causar algum evento, ou colocar um objeto dentro de um espaço que ou dê uma leitura diferente do espaço, ou adapte o espaço para uma proposta diferente. Isso poderia atribuir uma nova história ou um uso desconhecido para o lugar; poderia significar adaptar o modo pelo qual você se move pelo espaço. Talvez usando a fisicalidade do espaço de uma forma diferente da que você esperaria.

    [Segue]
    Nê Bardi é quem tá mais por dentro do assunto. E é de lá que roubei esse postal:

    Postal - Sérgio Vaz
    Por Paulo Bicarato, às 14:03 de 07.07.2006 - 2 comentários
    Categoria: Linux Vida Open Source

    18.02.2004

    :: Imagens ::

    Foram duas viagens, e o meu amigo Lucas Lacaz Ruiz cortou o Brasil do Rio Grande do Norte ao Chuí. Pedalando. A segunda etapa da viagem, pela região Sul, vai poder ser vista em São José dos Campos, no CenterVale Shopping, a partir do dia 1º de março. Fica aqui o convite [no site do Lucas tem mais fotos e algumas histórias que ele coletou nas viagens].

    E, aproveitando a deixa, faço a *propaganda* de outro amigo fotógrafo, o Ricardo Mega, que visitei há alguns dias lá em Floripa. Segue aí só uma pequena amostra do trabalho do Mega [clique nas fotos para ampliar]:
    Por Paulo Bicarato, às 11:43 de 18.02.2004 - Comentem!
    Categoria: Primeira Edição

    23.12.2013

    :: Crise de Identidade ::

    Duas menininhas mais do que lindinhas, umas graças mesmo! E, além de tudo, espertas. E, mais ainda, filhas de amigos mais-que-queridos: a Sofia, filha da Renatinha e do Paulo, e a Maria Porã, filha do Wendell e da Flavinha.

    As duas têm mais ou menos a mesma idade, na faixa dos dois aninhos. Mas têm uma diferença enorme, e que tá me deixando encafifado -- cada uma me vê (sim, eu mêsss!) de maneiras um tanto distintas, pra não dizer antagônicas:
    - pra Sofia, eu sou sinônimo de *trabalho*: imitando a mãe, ela fica pra lá e pra cá com o celularzinho de brinquedo na orelha, *conversando* com o... *Bica*! *Tô trabaiando, mamãe!*

    - já a Porãzinha... Outro dia, a família foi dar um rolê em Parahytinga, São Luís. Chegando na praça, ela viu de longe um hippie, cabelo comprido e tal, montando seus artesanatos. Virou pro pai e pra mãe e apontou: *ó o tio Bica, tio Bica!*
    Bom, dizem (e acredito) que criança tem o olhar puro, e se solta umas dessas assim, espontaneamente, só posso deduzir que é exatamente como me vêem, cada uma com seu cada qual ponto de vista. Mas, quanto a mim, só digo que as duas menininhas, do alto de seus dois aninhos de idade, estão me provocando uma crise de identidade daquelas... E aí? [clique pra ampliar]

    Assim?
    bicatrampo.jpg
    .::|::.Ou assim?
    bicachapada1.jpg
    Por Paulo Bicarato, às 15:36 de 23.12.2013 - Comentem!
    Categoria: Egotrip

    02.06.2010

    :: Eu & Rose, Juntos ::

    Este alfarrabista e a Rose já estamos juntos há alguns aninhos. E resolvemos *oficializar* essa união. Pra isso, gostaríamos de compartilhar com xs camaradas, comparsas, cúmplices, copoanheirxs... Taí, pesso@ll.

    [Clique pra ampliar]
    Casório - Rose & Paulo


    Como a gente tá começando uma nova fase, uma vida especial, se alguém estiver a fim de colaborar conosco seguem algumas sugestões. Mas o mais importante, sem dúvida, é que nos desejem vida longa, com amor & paz & saúde, e com vocês sempre por perto.

    Lista de presentes
    Casório - lista de presentes
    ~.::|::.~
    Casório - lista de presentes

    Como chegar:


    Visualizar Casamento Rose & Paulo em um mapa maior
    Por Paulo Bicarato, às 21:54 de 02.06.2010 - 7 comentários
    Categoria: Etilíricas

    28.02.2011

    :: Calvin, o Sábio ::

    Segunda-feira, já é costume: recolho os jornais do fim-de-semana (com hífen, please), principalmente o Estadão, que traz um material bacana, mais reflexivo e interpertativo. Leio, leio e... mais do mesmo. Além de algum texto mais profundo, interpretando as ganâncias do Gadafi/Kadafi (escolha a grafia, fique à vontade), um ou outro artigo interessante sobre amenidades e/ou literatura, de repente chego à página de quadrinhos. É a constatação, sim, do que já disse o Rubem Alves: os quadrinhos são o trecho mais importante do jornal. A tirinha do Calvin, em plena edição de domingo, joga por terra tudo o que eu havia lido antes.

    Mas, detalhe: resolvo recortar a tirinha, pra depois escanear e colocar aqui. Aí o nosso Mestre Acaso, marido da Coincidência (que trabalham muito bem, aliás), mostra serviço: no que recorto a tirinha, na página anterior, exatamente na mesma altura da tirinha, nada menos que a máxima do profeta Gentileza, uma foto do proto-racista-Lobato, e uma estante. Deixemos o scanner de lado: tiro a foto aqui e agora, porque é simplesmente emblemático. A tirinha diz tudo (é, parei de ler o jornal aqui):

    Calvin
    [Clique pra ampliar]


    Segundo clichê: sério: isso me remete a meados da década de 1970, quando vi uma cena de um soldado executando um prisioneiro ajoelhado (sei-lá-onde, esses cruéis não têm pátria). Sim: eu, pequeno, saí da sala e chorei (como choro agora -- e atrapalha a digitação), simplesmente sem entender as (supostas) razões de uma guerra. Talvez tenha sido esse choque que me fez pacifista. Mas chorarei até quando for não preciso, mas solidário, com a esperança de não chorar nunca mais.
    Por Paulo Bicarato, às 20:57 de 28.02.2011 - 5 comentários
    Categoria: Primeira Edição

    30.11.2007

    :: Zênon, a.k.a. FF ::

    FF, lá das Oropa, rascunha crônicas deliciosas, em meio às infindáveis pesquisas que esse carinha, à la Zênon, busca qual uma pedra filosofal (já falei pra ele ler A Obra em Negro, da Marguerite Yourcenar -- leia, carinha). Dessa vez, em Borgelona, ele se vê no meio de um labirinto borgeano, e instiguei o copoanheiro a escrever mais, e mais, e mais, pedindo que ele compartilhe mais esse dom. A resposta dele, Teimosia, que reproduzo a seguir, poderia parecer falsa modéstia, não viesse de quem vem:
    Bica: não é dom. Talvez uma mistura de teimosia, pretensão, narcisismo e busca de algum sentido na vida. Na real uma coisa que tem me incomodado é que ainda não apareceu um aproveitamento melhor do formato internet. Apesar de eu ler cada vez mais na tela, o que evita que eu leia textos mais longos e lentos, ainda continuo bitolado em escrever em formatos tradicionais. Atualizar a narrativa ficcional deveria passar por explorar mais toda essa fragmentação e questionamento da confiabilidade na comunicação. Mas só o que eu vi por aí foi porcaria: escribas tentando emular blogs que tentam emular mídia alternativa que tenta emular o jornalismo; ou experiências boas de pessoas que depois de exercitar sua escrita em fanzines, fórums e blogs se voltam outra vez pro papel. E aí a nova mídia fica como prática de esgrima, exercício, esse pessoal eventualmente escreve livros bons pra caramba, mas o formato na real não muda.

    Sei lá. Ainda tenho que descobrir umas coisas. De qualquer maneira, usar esse espaço aqui pra exercício ainda é uma obrigação que eu sinto e não cumpro.
    Questionamentos legítimos, quase insanos, desse tecnomago. Não sei até onde consigo me embrenhar nessa seara maluca -- mas deliciosa -- que ele propõe, mas encaro como uma provocação ampliar essa discussão.
    Por Paulo Bicarato, às 13:23 de 30.11.2007 - 2 comentários
    Categoria: Pensatas

    08.02.2004

    :: Cartografias Imaginárias ::

    Há pouco tempo, citei aqui o Borges e seu "Do Rigor na Ciência", por causa de uma discussão iniciada pelo Hernani e pelo Felipe sobre inteligência colaborativa, árvore do conhecimento, cartografias etc. etc.

    Numa típica *cena borgeana* (se me permitem...), alguém arriscou uma citação do Borges, sem lembrar exatamente a fonte, outro emendou com outra citação ("Do Rigor na Ciência"), que não era a fonte da primeira, mas foi elogiada por um terceiro, sendo ainda retrucada como possivelmente sendo originária de um outro texto (no caso, "A Seita dos Trinta"), que não cabia exatamente no contexto original. A escrita da escrita sobre a escrita, e as citações recorrentes, somadas, geraram outra discussão independente do texto originalmente buscado: Borges poderia explicar isso muitíssimo melhor, e com muito mais elegância -- se é que não explicou, nos meandros de seus labirintos e reflexos dos abomináveis espelhos, sob a mira de um punhal inatingível.

    Outras leituras ocasionais se me impuseram (!), e outro conto de Borges me veio à lembrança, como que amarrando toda a discussão inicial, mas provocando novas conjeturas (as páginas do livro de areia...). Borges, Casares e Asher descobrem e revelam, enfim, "Tlön, Uqbar, Orbis Tertius":
    "Devo à conjunção de um espelho e de uma enciclopédia a descoberta de Uqbar."
    [Mais...]
    Impossível não ampliar, agora, a complexidade, ainda que aparente, dessa cartografia: Tlön passa a integrar o mesmo itinerário de Marco Polo pelas suas cidades invisíveis. Polo e o venerável Kublai Khan, nas páginas de Italo Calvino, e Borges, Casares e Asher, pelas páginas do próprio Borges, mesclam-se entre personagens e autores --são todos protagonistas e peregrinos de mapas indecifráveis...
    Por Paulo Bicarato, às 23:52 de 08.02.2004 - Comentem!
    Categoria: Primeira Edição

    03.03.2006

    :: Ambientalismo Cultural ::

    Cada post do Murilão serve como uma aula pra blogosfera. São referências e mais referências, em sintonia fina, e antenadíssimas. Segue um trechinho, mas não deixe de ler mais lá na Ecologia Digital:
    Ecodigital +10: Boyle e Lessig comemoram uma década de 'ambientalismo cultural'

    Boyle & Lessig
    Acontecerá nos dias 11 e 12 próximos, no 'Centro para Internet e Sociedade' da faculdade de direito de Stanford (San Francisco - California), o simpósio 'Cultural Environmentalism at 10' que marca 10 anos de criação da metáfora 'Ambientalismo Cultural'. Não poderíamos deixar de destacar o evento, já que o blog Ecologia Digital e o site correlato nasceram de minha perplexidade frente à pertinência e propriedade da abordagem elaborada por James Boyle há uma década.

    O próprio Boyle, acompanhado de ninguém menos que Lawrence Lessig, estarão comandando o simpósio e recebendo os conferencistas selecionados: Molly Van Houweling irá explorar a manipulação voluntária da propriedade intelectual (ex.: licenças creative commons) como ferramenta de ambientalismo cultural; Susan Crawford irá ampliar a perspectiva de Boyle focando as especificidades do universo das redes; Rebecca Tushnet comentará sobre como a tendência generalizadora das leis pode inviabilizar o 'ambientalismo cultural'; e Madhavi Sunder aborda como a metáfora interfere na questão do conhecimento tradicional (este é quente!).
    Por Paulo Bicarato, às 12:30 de 03.03.2006 - 2 comentários
    Categoria: Linux Vida Open Source

    24.04.2008

    :: Jornalismo Colaborativo na Virada Cultural ::

    Desde dezembro de 2007, uma iniciativa inédita tá em andamento: o RadarCultura. O projeto nasceu voltado mais pra Rádio Cultura AM – 1200 kHz, mas neste fim-de-semana deve mostrar toda a sua força com a Virada Cultural. A convocação já foi feita, e a idéia é que qualquer pessoa participe da cobertura colaborativa da virada. Das 18h de sábado às 18h de domingo, serão mais de 800 atrações em vários pontos da cidade, para todos os gostos e idades.

    RadarCultura
    Mas o RadarCultura quer a colaboração de qualquer pessoa para registrar toda essa diversidade cultural. Pode ser do celular ou de um telefone público: é só ligar pra (11) 3711-5711 e gravar dicas, críticas de shows, entrevistas com famosos ou com gente comum. Todos os comentários serão publicados no site do RadarCultura, e poderão ir ao ar na TV e nas Rádios Cultura AM e FM. Os repórteres-cidadãos se unirão às equipes de reportagem da Cultura, mas devem enriquecer todo o acervo final – que será licenciado pela Creative Commons.

    Veja mais como participar dessa cobertura e ampliar os olhares sobre o evento:
    Vídeo - depoimentos, matérias e entrevistas captados por celular, máquina fotográfica ou filmadora devem ser publicados no YouTube com as tags “Virada Cultural”, “ViradaCultural”, “Radar Cultura” e “RadarCultura”.
    Imagem - fotos feitas durante da Virada Cultural devem ser publicadas no Flickr com as tags “Virada Cultural”, “ViradaCultural”, “Radar Cultura” e “RadarCultura” com licença Creative Commons compatível.
    Texto - publicar na seção “Conversa” do site do RadarCultura, após cadastrar-se.

    Segundo clichê: o post Boemia foi feito logo após uma reunião na sede da TV Cultura, quando o Avório nos apresentou, em primeira mão, o projeto e a versão Beta do site com o georreferenciamento dos podcasts etc.

    Terceiro clichê: este Alfarrábio recebeu um comentário que merece ser replicado, do Charles Maciel:
    Olá, eu e um amigo resolvemos fazer um site pra facilitar nossa vida e a de vocês. É só acessar, escolher os eventos por hora, local ou artista e imprimir ou enviar para seu e-mail:
    http://www.garconete.com.br/nova/viradacultural.asp
    Por Paulo Bicarato, às 16:10 de 24.04.2008 - 45 comentários
    Categoria: Linux Vida Open Source

    05.12.2006

    :: Pra Lá do Digital ::

    Zé Murilo dá a dica:
    Ciclo de Debates "A Cultura Além do Digital" em WebCast

    O Programa Cultura e Pensamento transmitirá, ao vivo, através da internet, o ciclo de debates 'A Cultura Além do Digital', projeto selecionado na edição 2006. Serão abordados os sub-temas 'Inovação Tecnológica, Mídia e Processos Culturais', 'Cultura Digital é Cultura Livre?', 'Redefinindo públicos e novos sentidos das culturas', 'Diálogos entre diferenças', 'Bastidores e políticas' e 'O horizonte da Cibercultura'. Nomes como Seth David Schoen (EFF), Mário Teza, Ronaldo Lemos, H. D. Mabuse, André Lemos, Gustavo Gindre, Silvio Meira e Claudio Prado estarão presentes nas várias mesas de debate.

    Realizado pelo tangolomango e com curadoria de Heloisa Buarque de Hollanda (UFRJ), o seminário, "A Cultura Além do Digital" procura apreender os processos de transformação desencadeados pela difusão pelas novas tecnologias digitais de comunicação no plano das relações políticas, econômicas e sociais e seu impacto no contexto da cultura.

    Para além do debate, no entanto, o objetivo maior é propor políticas e ações que possam tornar efetivo o potencial emancipatório e democratizante desses processos. Vale a pena conferir, acompanhar, blogar, e ampliar o alcance do debate.

    Se liga! De 05 a 08/12 e de 12 a 14/12, entre no webcast pelo link abaixo, sempre às 18 horas.
    O link é: http://gtvd.rnp.br/d-webtv.jsp?id=digital

    PROGRAMAÇÃO dos DEBATES

    Outros ciclos de debates do Cultura e Pensamento 2006:

  • DIÁLOGOS INTERCULTURAIS »

  • DO ESTADO QUE TEMOS AO ESTADO QUE QUEREMOS »

  • REVERBERAÇÕES – SEMINÁRIO RITMOS DA URGÊNCIA »

  • REVISTA AZOUGUE »

  • GLOBAL/BRASIL – UNIVERSIDADE NÔMADE »

  • E-VENTO, LEVANTANDO A POEIRA DA CULTURA POPULAR BRASILEIRA »
  • Por Paulo Bicarato, às 13:06 de 05.12.2006 - Comentem!
    Categoria: Blogosfera

    08.03.2006

    :: Legislativo Delivery ::

    Seria engraçado, se não fosse trágico. Com a brilhante idéia do ex-vereador José Gilberto de Souza, de Campo Mourão (PR), a partir de agora qualquer Zé Mané, sem nenhum preparo ou formação (não vejam aqui nenhum preconceito, por favor), pode se candidatar, ser eleito e apresentar os mais brilhantes projetos. Tá lá nos Projetos de Lei.

    A notícia saiu no Estadão de domingo, e foi enviada pelo Cacá.
    Não tem projeto? Compre pela internet
    Ex-vereador paranaense cria serviço delivery para políticos de todo o País

    O cidadão acabou de ser eleito, quer apresentar um projeto de lei e
    não sabe como? Ou não tem tempo - nem disposição - para dar-se o
    trabalho de pesquisar a respeito e aprender a redigilo, com o arsenal
    de considerandos, incisos e disposições em contrário? Não há problema.
    O ex-vereador José Gilberto de Souza, de Campo Mourão (PR), faz o
    serviço no sistema delivery.

    Como se fosse uma simples pizza, o projeto é entregue rapidamente - no
    caso, via internet - em qualquer ponto do País.

    Também como nas pizzarias, o balcão de projetos do vereador oferece
    variados sabores. Agricultura, legislação do trabalho, meio ambiente,
    ação da mulher, apoio à terceira idade e gestantes e muitas outras
    idéias já têm projetos semiprontos. São pelo menos 20 temas - e podem
    ser tanto contra como a favor de qualquer posição política, pois é
    fácil adaptá-los ao pedido do freguês.

    Os preços vão de R$ 150, para um pacote de 10 projetos, a R$ 750, se o
    interessado quiser levar uma centena - coisa para mais de um mandato. [leia mais...]
    Por Paulo Bicarato, às 16:10 de 08.03.2006 - 6 comentários
    Categoria: Primeira Edição

    28.09.2007

    :: Livros Livres ::

    Antes tarde do que nunca. Já era pra ter nascido livre: a Fundação Perseu Abramo disponibilizou em seu portal uma biblioteca digital com 43 títulos de sua editora para download. A iniciativa busca incentivar o debate e a circulação de idéias, assim como aumentar a circulação das publicações. Obras de autores como Celso Furtado, Aloysio Biondi, Maria Rita Khel, Maria da Conceição da Tavares e muitos outros estão disponíveis.
    Ampliar a circulação e o debate de idéias

    Em 1997, nascia a Editora Fundação Perseu Abramo. Naquele momento, a internet começava a engatinhar no Brasil. A comunicação em rede ainda era um fenômeno pouco percebido e considerado de baixa intensidade. Nesse período, as tecnologias da informação e da comunicação alteraram profundamente o cenário cultural do planeta. Hoje, ao completar dez anos, a Editora Fundação Perseu Abramo demonstra que está sintonizada com as profundas mudanças em curso nessa era informacional, utilizando todo o potencial das redes digitais. Assim, parte de nosso catálogo será disponibilizado em uma Biblioteca Digital, onde os internautas poderão acessar esses livros de forma livre e gratuita.

    Nunca foi tão fácil, rápido e barato compartilhar informações, bens culturais e conhecimentos. A rede mundial de computadores trouxe possibilidades não imaginadas há dez anos. Sua constante reconfiguração permitiu intensificar as práticas colaborativas e a troca de informações em velocidade crescente. Com a web, vieram a telefonia pela internet, os sites informativos produzidos por seus leitores, explodiram os blogs e as trocas de vídeos, músicas, textos e códigos. Surgiu o P2P, o protocolo de troca de arquivos distribuídos BitTorrent e outras tantas aplicações que as pessoas utilizam muitas vezes sem saber seus nomes. Mas isso é apenas o começo.

    Nada indica que as redes deixarão de crescer. Não existe nenhum indício de que as redes reduzirão a sua presença no cotidiano das sociedades. O sociólogo e pesquisador Manuel Castells chegou a denominar este processo de “sociedade em rede”. Até as mídias tradicionais caminham para a digitalização e para um processo de convergência digital. Mesmo em um país como o Brasil, ainda mergulhado na exclusão digital da maioria de sua população, o número de internautas já supera o número oficial das tiragens de todos os jornais impressos. Pela primeira vez, na maior rede de lojas de varejo do país, no primeiro semestre de 2007, as vendas de computadores superaram a venda de televisores.

    *****

    A maior parte das obras disponibilizadas na Biblioteca Digital permanece sob a licença de Copyright (©), com direitos reservados à Editora Fundação Perseu Abramo e a seus autores. Nestes casos, é proibida a reprodução das obras no todo ou em parte; a citação é permitida e deve ser textual, com indicação da fonte. Existem algumas obras da Biblioteca Digital que estão sob a licença Creative Commons. Isso é indicado na página de download de cada obra.

    [Segue]
    Por Paulo Bicarato, às 15:10 de 28.09.2007 - 1 já comentou aqui
    Categoria: Linux Vida Open Source

    31.08.2001

    :: Antropofagia e solidariedade ::

    Quem trabalha com comunicação sabe (ou pelo menos deveria saber) a responsabilidade que cada notícia e cada reportagem carregam. Com os avanços das telecomunicações e a popularização da internet, a informação tende a se tornar cada vez mais livre, solta das amarras institucionais, e ser geometricamente retransmitida ao infinito. Elogia-se e se defende, e com razão, o conceito de liberdade da informação. Mas liberdade implica responsabilidade...
    E informação é poder. Este dilema entre poder, liberdade e responsabilidade ganha cada vez mais espaço nas discussões, sejam elas puramente acadêmicas ou aquelas baseadas em fatos empíricos e exemplos do dia-a-dia. Uma discussão que tem que, necessariamente, envolver todos os cidadãos. Daí a urgência --e há várias iniciativas nesse sentido-- de se ampliar o acesso à informação, combatendo o que já se convencionou chamar de "exclusão digital".

    Um combate que, quiçá vitorioso, deve se refletir em uma mudança drástica no comportamento e na cultura, de um modo geral. No fundo, o pleno exercício da cidadania: mais consciente e crítico, cada cidadão conseguirá fomentar subsidíos para participar mais ativamente de sua comunidade e avaliar alternativas para combater problemas de toda a sociedade.

    Sim, ainda estamos muito longe de democratizar nossos direitos --quer estejamos falando de exclusão digital ou social. Mas o fato é que todos concordam que estamos num momento crítico. Se Nietzsche dizia que são "nos momentos de crise que surgem os heróis", chegou a hora de todos nos engajarmos e combatermos nossos problemas mais estruturais. E não apenas ficar esperando o surgimento de "um" herói.

    Os instrumentos, como já se afirmou aqui, estão cada vez mais acessíveis. As telecomunicações, de um modo geral, e a internet, por excelência, estão nos fazendo rever uma série de conceitos e derrubar paradigmas que pareciam intocáveis. Trata-se, portanto, de uma mudança de toda uma cultura baseada principalmente na detenção e no acúmulo do poder, da informação. Mas hoje a informação é livre.

    Em recente artigo, o professor e escritor Cristovam Buarque vê, com pessimismo, o canibalismo que se tornou prática para a elite do país. A concentração de renda faz com que os ricos "se comam" entre si. Buarque é corretíssimo na sua análise, mas eu trocaria seu "canibalismo" pela "antropofagia" do também escritor Rubem Alves: como num ritual, alimentar-se do outro é incorporar suas virtudes.

    "Alimentar-se" do outro, aqui, seria ter acesso à troca de informações que, livres, são disponibilizadas e retransmitidas sem limite, como prega, por exemplo, o movimento Open Source. O canibalismo de Buarque é pragmático e se refere à elite, enquanto a antropofagia de Rubem pende mais para a poesia --a diferença é óbvia, mas marcada por uma característica básica: vê-se que o primeiro pauta-se pela violência, enquanto a segunda prima pela solidariedade.


    O dilema poder, liberdade e responsabilidade, então, poderia ser solucionado se se tomasse como princípio a solidariedade e o combate à violência. Não apenas à violência física, mas à violência institucional e moral que hoje impera.

    Nesse sentido, uma iniciativa merece destaque: para combater a "cultura da violência", nada melhor que estimular a Mídia da Paz: a realidade nua e crua existe, mas convive com incontáveis exemplos de solidariedade que quase sempre são preteridos no exígüo espaço dos meios de comunicação.

    Isso porque, sabe-se lá quando, alguém "descobriu" que "notícia que vende é notícia ruim". Sabemos que essa premissa é falsa ou, no mínimo, tendenciosa. Notícia boa também vende, e bem. Se o objetivo final de qualquer meio de comunicação, enquanto empresa, é o lucro, então a premissa não se sustenta.

    Daí a validade de iniciativas como o Mídia da Paz, que anualmente premiará as melhores reportagens (webjornalismo, telejornalismo, jornalismo impresso e radiojornalismo) focadas na paz e na solidariedade. Informação com responsabilidade, apenas isso.
    Por Paulo Bicarato, às 13:43 de 31.08.2001 - Comentem!
    Categoria: Primeira Edição

    22.07.2003

    :: Software Livre na Administração Pública ::
    Um belo puxão de orelhas no Governo Federal, a partir de iniciativas de SP e RS. O bom é que o Gaspari serve para pautar inúmeros outros jornais/revistas etc., e ampliar a discussão para muito além dos geeks e aficcionados.
    Como disse o Hernani sobre outra matéria abordando a adoção do software livre pelo governo brasileiro: "Não está no caderno de economia. Está na capa do caderno de informática do *Estado de São Paulo*. Vejo uma certa desconsideração nessa alocação. O argumento mais importante não é o técnico. É econômico-social".
    Segue a matéria do Gaspari (os negritos são por minha conta):
    ###
    Saudades do PT que ousa e faz

    Há o PT-Federal, que tritura, tributa e tunga, mas ainda há o velho e bom Partido dos Trabalhadores, capaz de tomar iniciativas administrativas audaciosas e de produzir êxitos sociais. Desde janeiro, quando tomou posse, o governo de Lula vai devagar, quase parando na controvérsia em torno do uso de programas livres para os computadores da rede da Viúva.
    Trata-se de uma discussão chata, frequentemente incompreensível. No Brasil, nove entre dez computadores funcionam com o sistema operacional Windows, e quase todos trabalham com o programa Office para textos e cálculos. Os dois são da Microsoft, de Bill Gates.
    Contra eles, há os chamados programas abertos. Grosseiramente, a operação de um terminal com programas abertos custa cinco vezes menos que outro, nas mãos da Microsoft. Numa grande empresa, um terminal com programas de Bill Gates custa entre R$ 500 e R$ 1.000 por ano.
    A encrenca começou em 1991, quando um garoto finlandês, Linus Torvalds, convidou micreiros de todo o mundo para montar um sistema aberto, livre, às vezes grátis, sempre barato. Chamou-se Linux e hoje tem a IBM a ajudá-lo.
    A Microsoft personifica a gordura em algumas empresas que querem cortar custos. O Metrô do Rio e a Telemar já trabalham com Linux. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostrou que os número de empresas com programas livres em seus terminais passou de 8% para 12%.
    O governo de Lula prometeu que vai tirar da Microsoft o monopólio do acesso aos serviços da Receita Federal. É pouco. O governo petista pode usar o seu poder de compra, de propaganda e de persuasão para estimular os brasileiros a usar programas livres. Não precisa impor nada, pois desde que inventaram o computador, sempre que o governo brasileiro quis impor alguma coisa, acabou-se fabricando desastres. Basta dizer que os usuários de computadores têm alternativas e que, entre elas, a Microsoft é a mais cara, senão a mais gananciosa.
    A administração petista de São Paulo produziu o melhor exemplo de uso dos programas livres. É a rede Telecentro. Tem 61 postos de serviço para o povo. Cada um deles tem 20 terminais e se destina a ensinar as pessoas a entrar no mundo dos computadores.
    O primeiro Telecentro foi montado em Cidade Tiradentes, sofrido conjunto habitacional da periferia. Temia-se que o prédio, uma construção da Cohab transformada em entreposto de tóxicos e reconstruído pela Telefônica, estaria destruído em menos de um mês. Completou dois anos e está muito bem, obrigado. À sua volta surgiu uma comovente atividade comunitária. Também vão bem os oito Telecentros de Capão Redondo.
    Se os Telecentros trabalhassem com a Microsoft, teriam uma despesa adicional de pelo menos R$ 2 milhões por ano. Estima-se que os programas livres permitiram uma economia de R$ 14 milhões. A administração petista de São Paulo trouxe 150 mil pessoas para perto dos teclados e dos monitores. Os governos petistas gaúchos também ousaram e fizeram do Linux uma alternativa para a rede do governo.
    Não se conhece caso de encrenca provocada pelo uso voluntário dos programas livres. Quando o PT federal achar a tartaruga que fugiu de cima da mesa durante uma reunião dos sábios do Planalto, poderá pelo menos copiar o que o Partido dos Trabalhadores de São Paulo e do Rio Grande do Sul já fizeram de bom e barato.
    [Fonte: Folha]
    Por Paulo Bicarato, às 02:36 de 22.07.2003 - Comentem!
    Categoria: Primeira Edição

    03.02.2006

    :: Bill & Bush & Google ::

    Depois de décadas, eis que finalmente uma tecnologia nascida, desenvolvida e criada aqui na Tupilândia chama a atenção do mundo. Bem sei que, na verdade, o reconhecimento só não veio antes por causa da *ditadura do petróleo*: interesses econômicos em escala global não deixariam que um combustível alternativo ganhasse espaço. Mas dá até pra se preocupar com tanto *reconhecimento*: Bill Gates, Bush e Google de olho no álcool? Tá na coluna Toda Mídia, do Nelson de Sá, na Folha (a coluna abre com as jogadas de marketing dos donos do Google, que já comentei aqui):
    Nem tudo é festa na viagem dos googles ao Brasil.
    A agência Dow Jones, ontem no site do "Wall Street Journal", dizia que os resultados da empresa de busca no último trimestre de 2005, que levaram a forte queda nas ações, "mostram os riscos da expansão internacional".
    Saíram da Grã-Bretanha os números que derrubaram o Google, mas a agência se concentrou nos riscos dos investimentos na China, depois Brasil, México, Japão e Índia.
    Falando por telefone, a partir do Brasil, um dos googles, Sergey Brin, declarou:
    - Vamos intensificar os esforços para erguer a nossa infra-estrutura no exterior e desenvolver produtos desenhados para cada mercado.

    E o interesse dos googles pelo etanol, que os levou a usina no interior paulista, se mostrou verdadeiro, afinal. Aliás, não só deles nem só de George W. Bush, segundo a manchete do Globo Online:
    - Bill Gates, Bush e Google de olho no álcool.
    A história é que o fundador da Microsoft "planeja investir no combustível brasileiro". E tem mais. A versão impressa do "WSJ" destacou, na repercussão do pronunciamento de Bush, uma reportagem dizendo que a nova "febre tecnológica", no Vale do Silício, na Califórnia, é investir em "empresas de energia" alternativa.
    Entre outros, cita Vinod Khosla, um dos co-fundadores da Sun Microsystems, da qual já se afastou, que nos últimos anos investiu em "meia dúzia" de jovens empresas de "combustível limpo", como etanol.

    Por sinal, na reportagem de capa sobre o pró-álcool sonhado pelo presidente americano, o "WSJ" sublinhou dificuldades, fez elogios à proposta -e saudou o Brasil como "uma história de sucesso".
    Já o "New York Times" destacou a "falta de entusiasmo" demonstrada pelos republicanos de Bush e, em particular, pela Arábia Saudita.
    Lá pelo meio da reportagem, um pesquisador independente comentou:
    - É impressionante que nós não taxemos o combustível da Arábia Saudita quando taxamos o do Brasil.


    E segue a coluna de ontem:
    Aqui embaixo

    E George W. Bush lançou mesmo seu pró-álcool, no discurso sobre "o estado da união". Não citou o Brasil, mas citaram por ele. De seu assessor Dan Bartlett, ao "Washington Post", "Guardian", "Times" etc.:
    - Como alguns de vocês que viajaram com o presidente Bush lá para o Brasil recordam, há coisas interessantes ocorrendo lá embaixo, onde boa parte da mistura de combustível deles vêm da cana-de-açúcar. De fato, há tecnologias verdadeiramente interessantes, que mostram que podemos converter celulose e outros refugos em combustível.

    Já o "New York Times" tratou de destacar em sua reportagem a "ausência", no discurso de Bush, de um "passo óbvio":
    - Embora tenha louvado o etanol como substituto para a gasolina, Bush não mencionou a idéia de baixar as barreiras de importação de modo que países como o Brasil possam suprir os EUA. Em vez disso, sublinhou o etanol "produzido em casa".
    Da revista on-line "Slate":
    - O Brasil tem tido sucesso com um tipo mais eficiente de etanol feito de cana [em vez de milho]. Mas, num discurso cheio de críticas abstratas ao protecionismo, Bush não falou da tarifa de US$ 0,50 por galão que mantém o etanol brasileiro fora do mercado americano.
    Até a agência Reuters, em seu despacho, criticou a perspectiva de ampliar a produção de etanol a partir do milho. E contrastou:
    - O Brasil é o maior produtor e exportador de etanol do globo, derivado da cana. Já mistura sua gasolina com 25% de etanol e quer dobrar as exportações, de olho em EUA, Japão e Índia.

    O "NYT", apesar de Larry Rohter, gosta demais do Brasil.
    No editorial sobre o discurso, "O estado da energia", entre os elogios e as críticas ao programa energético de Bush, deu o Brasil como modelo para os EUA:
    - Deveria ser um choque de humildade para os líderes americanos que o Brasil tenha se tornado auto-suficiente em energia num momento em que os EUA estão concentrados em produzir seus SUVs [veículos utilitários esportivos] cada vez maiores.
    E tem mais, diz o "NYT":
    - Muito da pesquisa relativa aos carros já foi realizada -o Brasil alcançou a independência em energia descobrindo como levar seus cidadãos do trabalho para casa em veículos que se movem sem muita gasolina.
    Por Paulo Bicarato, às 11:35 de 03.02.2006 - 2 comentários
    Categoria: Primeira Edição

    27.09.2004

    :: Montbläat ::

    Raramente faço um post longo. Mas esse vale a pena. Escrevi pro Fritz Utzeri e logo recebi a resposta:
    Chegou o Jornalista Pessoal!
    Os tempos não andam muito fáceis para quem se propõe a fazer um jornalismo independente. Depois de ter deixado o JB e do fim do Pasquim 21, veio-me à cabeça uma idéia que pode até soar estapafúrdia, mas que é possível, hoje em dia, graças à Internet. É cada vez mais comum o número de pessoas que tem personal trainers para conseguir um resultado melhor em sua ginástica. Eu, como gordo que sou, já fui aconselhado a contratar uma personal dietician, em português, uma nutricionista que vai me dizer o que devo comer ou não. Sendo assim, por que não um Jornalista Pessoal?
    A vantagem é que eu, como seu jornalista pessoal, serei bem menos tirânico. Não pretendo determinar o que você vai comer, nem quantas abdominais por minuto vai fazer. É claro que o meu objetivo é sua cabeça, mas você, sendo inteligente, pode concordar ou discordar de mim e é essa interação que dá graça ao jogo.
    Absurdo? Aparentemente sim, mas por que não? Você só pagaria R$ 10,00 por mês e teria direito a duas crônicas (inéditas) semanais, Inseridas num jornal, o Montbläat.
    O pagamento mensal é de R$ 10,00.
    Se você optar por pagar semestralmente, o valor será de R$ 55,00.
    Pagamento anual será de R$ 100,00.
    Meu e-mail é flordolavradio@uol.com.br. Terei o maior prazer em ouvir a sua resposta. A única razão pela qual sempre escrevi em jornal foi você, caro leitor. Se for possível prefiro não ter patrão intermediário entre nós. Seja você o patrão, tenha o seu próprio jornalista.
    Se você resolver assinar, solicito que me envie, pelo e-mail, a notificação de seu pagamento. Total e banco onde foi pago. Preciso também saber o seu nome completo, já que muitos e-mails vêm com nomes fundidos ou siglas incompreensíveis.
    Não emitirei boleto ou ordem de cobrança. Nossa relação deve basear-se na confiança, na qual acredito e aposto, pela singularidade deste grupo, constituído por pessoas com preocupações de cidadania, justiça social ética e verdade.
    Quem está no exterior não se preocupe. Veremos caso a caso.
    Se a base de assinantes for ampliada, irei acrescentando mais jornalistas ao Montbläat. Meu sonho é ter algo como cinco mil assinantes (já somos mais de 600 no momento e todo dia chegam de uma a três novas adesões), o que possibilitaria a associação de novos jornalistas ao projeto, jornalistas do primeiro time que hoje estão fora das redações.
    A partir de mil assinaturas já começarei a ampliar o serviço. O ideal seria fornecer material original de política, cultura, economia, internacional, etc, escrito de seu ponto de vista.
    Como somos um grupo que inclui vários formadores de opinião, professores universitários, profissionais liberais, gente inteligente, convido a quem entender de um assunto e queira escrever a respeito, a enviar seus artigos, pois o Montbläat os publicará e repassará a todos.
    Publicarei também, semanalmente, uma seleção dos e-mails que chegam e porei em discussão entre nós. Se você não quiser ter seu nome divulgado, faça-me saber. (Usarei iniciais). Se você não se incomoda em ter o seu e-mail divulgado, para contato direto com outros leitores, faça-me saber. Não divulgarei sem a sua autorização.
    A idéia é nos transformar num foro de pensamento, apoiado por jornalistas.
    Sugestões de livros, peças, filmes, músicas e até uma boa dica de restaurante ou viagem serão publicadas de vez em quando. Mas sem qualquer patrocínio.
    Vamos crescer e fazer algo de realmente novo. As possibilidades são enormes e nosso moto é a liberdade. Não precisamos (nem devemos) concordar em tudo, mas devemos sempre buscar o diálogo, a discussão e o contraditório, pois é disso que se nutrem a democracia e a inteligência. Como dizia Nelson Rodrigues, com toda propriedade: ?A unanimidade é burra?. E é justamente esse pensamento único, quase unânime, avassalador, imposto pela mídia marquetizada (será que existe esse termo?) que vai nos emburrecendo progressivamente.
    Por enquanto é isso. Repassem, sejam apostólicos, conquistem novos assinantes e acabaremos por ter algo realmente interessante, inteligente, novo e livre.
    Um abraço
    Fritz
    *O tempora, o mores.* Quando alguém como o Fritz Utzeri se lança numa empreitada dessas, pode ter certeza de que é coisa boa. Por outro lado, é sintomático: as redações de hoje, burocratizadas ao máximo, já não têm espaço para jornalistas desse naipe. E não custa lembrar que o Maneco já vem há tempos *brigando* com esse esquemão: basta conferir as Cartas dos Arrais.

    Anyway, acho que me encaixo nesse Exército de Brancaleone. Quixotesco demais?
    Por Paulo Bicarato, às 14:06 de 27.09.2004 - 1 já comentou aqui
    Categoria: Primeira Edição

    20.02.2008

    :: Duras Verdades ::

    Frase do ano: *A mãe dos imbecis está sempre grávida*.
    - Do físico Franco Buccella, da Universidade Federico 2º, de Nápoles

    Enviada pelo meu irmão, que diz que adotará como mantra. Sou obrigado a concordar. Pra entender o contexto em que foi dita, absurdo dos absurdos! -- nos dias de hoje, nem precisaria do contexto, é verdade inquestionável -- confira a Folha de hoje [só pra assinantes, mas eu colo a matéria na íntegra a seguir]. [leia mais...]
    Por Paulo Bicarato, às 14:26 de 20.02.2008 - 1 já comentou aqui
    Categoria: Pensatas

    26.07.2006

    :: Passando a Sacolinha ::

    Curso de pastorPobreza de espírito é isso aí: o que interessa é grana no bolso, explorando a massa. Monte sua própria igreja e seja feliz, por que depois vai arder no inferno.

    A imagem foi mandada pelaLelê, que completou com um belo (infelizmente) desabafo. Confira.
    [leia mais...]
    Por Paulo Bicarato, às 13:44 de 26.07.2006 - 3 comentários
    Categoria: PretoNoBranco

    26.03.2008

    :: Chapada das Mesas ::

    Inveja boa desse cara, o Edu Issa. Já há um bom tempo ele tá fazendo uma expedição por todos os Parques Nacionais do Brasil. E, pra instigar, periodicamente ele manda alguns informes, só dando uma pequena mostra do material que ele tá coletando. E mostrando que esse nosso Brasilzão é mesmo pra lá de privilegiado...
    Parque Nacional da Chapada das Mesas - Maranhão

    Texto e Fotos: Eduardo Issa

    Edu Issa - Chapada das Mesas
    Cachoeira da Prata
    A nossa quarta Chapada é no Maranhão!

    Depois de conhecer as estonteantes paisagens das três Chapadas brasileiras, sendo elas Diamantina (BA), Veadeiros (GO) e Guimarães (MT), cheguei ao sul do Maranhão com poucas expectativas de encontrar uma paisagem que pudesse me impressionar. Ledo engano, nosso país surpreende seus viajantes nos quatro cantos do seu território.

    O parque Nacional da Chapada das Mesas, com uma área de 160 mil hectares, abrange os municípios de Carolina, Estreito e Riachão, no centro-sul do Maranhão. O parque, criado em dezembro de 2005, está inserido nas metas dos órgãos ambientais em aumentar áreas protegidas do bioma Cerrado. Em números, apenas 2,5% do cerrado brasileiro está protegido em unidades de conservação, portanto qualquer ação com o objetivo de ampliar esta proteção será sempre bem-vinda.

    A região desta nova chapada ainda apresenta uma riqueza enorme em espécies vegetais e animais e, segundo especialistas, a criação destas unidades é uma corrida contra o tempo para salvar grandes remanescentes do cerrado brasileiro. Entre os planos do Governo Federal está a criação de novas áreas protegidas no Maranhão, formando um mosaico com parques, reservas estaduais, federais e terras indígenas.

    Andando por áreas da unidade, não é difícil observar ao longe fumaça gerada por carvoarias e por desmatamento com o objetivo de expandir a fronteira agrícola. Os funcionários do parque já contam com uma brigada de incêndio e nos períodos de seca fazem o trabalho de monitoramento e combate a estes focos. Para Leôncio, chefe da unidade, há muito que ser feito no parque, desde ações básicas como colocação de placas indicativas do parque nacional até ações efetivas como o pagamento de indenizações aos moradores que têm propriedades dentro da unidade.

    Voltando às paisagens, fica bem claro para os visitantes que esta região apresenta um enorme potencial turístico e que aos poucos vem sendo descoberto por aventureiros brasileiros e estrangeiros. A diversidade de ambientes é outra característica marcante da chapada maranhense -- são cachoeiras, cavernas, formações rochosas em forma de mesa e outras paisagens peculiares da região. Com todos estes atrativos, o Parque Nacional da Chapada das Mesas vem se tornando uma alternativa para o turismo do Maranhão, disputando espaço com os famosos Lençóis Maranhenses, no Norte do Estado.

    Mas vale ressaltar que o local ainda permanece sem muita estrutura e, para andar pela área do parque e visitar alguns de seus atrativos, só é possível em veículos tracionados. O município de Carolina já conta com algumas pousadas e agências de ecoturismo habilitadas a transportar visitantes com segurança. De qualquer forma é bom estar preparado para o sacolejo das trilhas e muita poeira, buracos são freqüentes até nos trechos de asfalto.

    Na verdade, para os aventureiros e exploradores de locais pouco visitados, estes perrengues são combustível para conhecer estes paraísos e selecionam os acomodados que querem descer do carro e por o pé na água. Para José Eduardo Camargo, jornalista acostumado a descobrir novos destinos pelo Brasil, a Chapada das Mesas tem os ingredientes necessários para se tornar um bom destino de aventura. A cidade de Carolina, às margens do Rio Tocantins, é o ponto de partida para quase todos os passeios. Por via aérea, o aeroporto mais próximo de Carolina é o de Imperatriz, distante 200 quilômetros.

    Edu Issa - Chapada das Mesas
    Portal da Chapada
    Em busca da mais famosa queda dentro do parque, a Cachoeira da Prata, a pequena estrada sem sinalização cruza o cerrado bordeando pequenas propriedades de moradores que aguardam a definição e pagamentos referentes à indenização de suas propriedades. Seu Pedro Carneiro, que sempre viveu ao lado da queda, atualmente já colhe os frutos do turismo e serve uma deliciosa comida caseira aos visitantes. Se você chegar à cachoeira não deixe de atravessar o rio Farinha por uma pequena balsa improvisada e tomar um banho na parte baixa das quedas, a melhor parte do passeio.

    Nesta área do parque, ainda no mesmo dia é possível conhecer o Morro das Figuras, uma parede rochosa com inscrições esculpidas e pintadas por povos antigos que viveram na região. De volta ao veículo, finalizamos o passeio visitando a cachoeira com o maior volume d’água do parque, a queda de São Romão, que além de curtir uma bela prainha ainda é possível, acompanhado de um guia, entrar por trás da cortina d’água.

    Já perto de Carolina, deixe o carro na estrada e numa caminhada sem muito esforço morro acima é imperdível contemplar o pôr-do-sol no Portal da Chapada. Uma fenda na rocha emoldura a paisagem e nos arredores temos a visão dos morros em forma de mesa que deram nome ao parque.

    Seguindo pela estrada em direção ao município de Riachão, um asfalto todo esburacado leva a duas preciosidades desta região, o Poço Azul e o Encanto Azul. A transparência da água e seus tons azulados convidam ao mergulho e fazem lembrar outras maravilhas do Brasil, como a Gruta da Pratinha na chapada baiana.

    Se você gosta de viagens recheadas de aventura e paisagens arrebatadoras, o Parque Nacional da Chapada das Mesas no Maranhão pode ser seu próximo destino. Esperamos que a implantação de fato da unidade seja efetivada em breve e assim muitos brasileiros poderão conhecer estes tesouros com mais estrutura e possa assim ajudar a protegê-los.

    Seguindo para o PN das Araucárias-Santa Catarina
    Expedição Eduardo Issa Tudo o que o Alfarrábio já publicou sobre a expedição do Eduardo Issa.
    Por Paulo Bicarato, às 16:52 de 26.03.2008 - Comentem!
    Categoria: On the Road

    17.03.2008

    :: Agonia da Besta ::

    Abre aspas:
    [...] Essa concentração de riquezas absurda, ou esse monstro criado e alimentado por essa economia surreal, está dando seus últimos suspiros - ou urros. Como um câncer que destrói o órgão que o alimenta, esse modelo econômico está corroendo a nação que o criou e alimenta. O paciente sobrevive à base de medicamentos caros, que estão no fim do estoque. [...]
    Escrevi isso em meados de 2005, quando a economia estadunidense ainda não passava pela crise atual. Na época, o Maneco publicou na Novae e, devido a uns probleminhas de troca de servidor etc., o artigo saiu do ar. Hoje, pedi pro Maneco fuçar nos becapes dele lá e mandar pra mim. Mas ele fez mais: republicou, na capa. Confiram a Agonia da Besta. Valeu, Maneco! [leia mais...]
    Por Paulo Bicarato, às 15:40 de 17.03.2008 - 1 já comentou aqui
    Categoria: Pensatas

    02.02.2009

    :: Bens Comuns ::

    Lançado no Fórum Social de Belém:
    Manifesto pela recuperação dos bens comuns da humanidade

    A implantação de cercas nos campos da Inglaterra, para seu uso somente por aqueles que deles se apossavam, conheceu uma aceleração nos séculos XV e XVI, e deflagrou um processo de privatização de bens de uso comum das sociedades humanas. Logo em seguida o mundo passou a ser dominado pela lógica do sistema capitalista de produção, em que tudo pode ser transformado em dinheiro, e a industrialização abriu as portas para a produção em massa. O processo de privatização se associou então a uma mercantilização desenfreada, exacerbando a ganância e a competição.

    O resultado disso é que a Humanidade vive, nos dias de hoje, uma crise de civilização, em que um conjunto de crises pode levar à destruição das sociedades humanas e do planeta Terra, com o aprofundamento dos traços mais regressivos da sociedade moderna: crescimento das desigualdades sociais, frenesi consumista, destruição da natureza, militarização das relações internacionais, seqüestro dos poderes públicos pelos mercados e pelo produtivismo, apropriação violenta de recursos naturais, retrocessos democráticos.

    De um lado da esquizofrenia hoje dominante, a produção de armamentos é fonte interminável de lucros; a destruição do meio ambiente gera um crescimento econômico desigual e excludente; a industria farmacêutica aufere ganhos fabulosos atendendo às necessidades somente daqueles que podem pagar os altos preços dos remédios que produzem; o controle da produção e da venda de sementes leva ao suicídio pequenos produtores agrícolas pelas dividas que contraem; a criação do dinheiro como instrumento facilitador das trocas se encontra privatizada pelos bancos que, ainda quando agora se revelam como o coração de uma economia cassino, especulativa e desvinculada da economia real, são reforçados pelos remédios governamentais à atual crise financeira.

    De outro lado, não se compartilham conhecimentos que permitiriam o acesso de grandes parcelas da população à solução de seus problemas; tampouco são considerados os conhecimentos e as estrategias socioprodutivas construídas por comunidades ao longo de sua história e que permitiriam e emergência de alternativas frente a mercantilização da vida; a preservação da floresta necessária à continuidade da vida no planeta é considerada obstáculo ao desenvolvimento; a pesquisa científica não serve à luta contra endemias que dizimam populações inteiras; descobertas e outras contribuições úteis para a humanidade se tornam inacessíveis, protegidas por patentes e direitos autorais defendidos cegamente; grandes produções agrícolas de efeito ambiental desconhecido e intensas explorações minerais de grande impacto socioambiental se espalham pela Terra para fornecer combustível e matéria prima para manter os níveis de comodidade dos mais ricos e um padrão de produção e consumo insustentável.

    O Fórum Social Mundial de 2009, em Belem do Pará, no Brasil, ocorre em um momento muito especial, em que a globalização neoliberal, impulsionada pelas finanças desacorrentadas de qualquer controle público e legitimadas pela ideologia do livre mercado, fracassa espetacularmente.

    O momento é muito especial também porque, ao mesmo tempo, no mundo inteiro emerge uma nova consciência de que há bens que em nenhuma hipótese podem ser privatizados ou mercantilizados, como bens de uso comum de todos os seres humanos e da própria natureza.

    Os subscritores do presente Manifesto, lançado no Fórum Social Mundial de 2009, conclamam todos os cidadãos do mundo e suas organizações a se engajarem na ação pela desprivatização e desmercantilização desses bens, como uma bandeira assumida por toda a Humanidade.

    Que cada um no lugar em que vive e no seu campo de luta, assumindo uma postura de cooperação como um valor essencial à vida humana, se mobilize:

    - para ampliar e aprofundar essa nova consciência que está emergindo que reivindica a defesa dos recursos ambientais e socioculturais como bens coletivos e o direito universal a uma proteção ambiental equânime contra a discriminação sócio-territorial e as desigualdades promovidas pelo mercado;

    - para apoiar a ação das organizações que se lançam na defesa da água e dos rios, da terra, das sementes, do conhecimento, da ciência, das florestas, dos mares, do vento, da comunicação e da intercomunicação, da cultura, da música e demais artes, dos serviços públicos de educação, saúde, saneamento, do dinheiro, das sabedorias ancestrais;

    - para articular as lutas de suas próprias organizações, reforçando-se mutuamente, nas campanhas e iniciativas propostas e desenvolvidas com esses objetivos.

    Os subscritores do presente Manifesto se comprometem a atuar intensamente para recuperar, para o uso comum dos seus semelhantes, na co-responsabilidade e sob o controle social, todos os bens e serviços necessários à vida.
    Seguem as versões em espanhol, francês e inglês. [leia mais...]
    Por Paulo Bicarato, às 15:04 de 02.02.2009 - Comentem!
    Categoria: Linux Vida Open Source

    05.03.2009

    :: Sobre a DitaCuja ::

    De novo, a Folha de S.Paulo. Risível, pra dizer o mínimo, o artigo encomendado (sim, en-co-men-da-do!) ao professor Marco Antonio Villa, publicado hoje (pros sem-Folha, copio a seguir na íntegra). Numa tentativa patética de tentar minimizar a idiotice cometida pela Folha de chamar a ditadura de ditabranda, ele exalta as *conquistas* obtidas durante o regime militar. Além de bater naquela tecla saudosista dos milicos-de-pijama de que *naqueles tempos a economia crescia, éramos felizes*, ele tenta elencar a agitação cultural da época como fruto do próprio regime. Sim, mas ele só se esqueceu de dizer que foram frutos dolorosos da resistência, encarando a censura e a repressão e a tortura de frente. Há mais, e mesmo com a pífia tentantiva de citar por alto a repressão e o desenvolvimento econômico descontrolado, não consegui engolir.

    Não sei quem foi o infeliz que encomendou o texto, ou se mais infeliz foi o professor acatar.

    Segundo clichê: sobre o causo, simplesmente imperdível, genial mesmo, a carta da *Susan* ao Gaspari, lá no Hipopótamo Zeno (que também copio a seguir, antes mesmo do artigo da Folha):
    Lembra do Claudio? Em pé naquele aquariozinho dizendo a quem quisesse ouvir: "Nós aqui emprestando dignidade a esses sujeitos, que se não fosse por nós não envergariam nem paletó". Abramo era, sobretudo, um sujeito elegante. Aqueles tempos também eram.
    [leia mais...]
    Por Paulo Bicarato, às 13:17 de 05.03.2009 - 4 comentários
    Categoria: PretoNoBranco
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