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    <title>Alfarrábio</title>
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      <title>Alfarrábio</title>
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 <title><![CDATA[:: Sandwich & Molotov ::]]></title>
 <link>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3412</link>
<description><![CDATA[Obedeçam sempre a Mamãe, crianças! =^)<br />
<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/pbicarato/6766455895/"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7156/6766455895_d0819a8dd4.jpg"></a>]]></description>
 <category>Etilíricas</category>
<comments>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3412</comments>
 <pubDate>Thu, 26 Jan 2012 14:34:11 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[:: Mais Marquinho, o Preto-Rio-Branco ::]]></title>
 <link>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3410</link>
<description><![CDATA[E eis que recebo, via feicebúqui, recadim da querida <a href="https://www.facebook.com/lelis.toledo" target="_blank">Lélis</a>, comentando que leu aqui umas coisas do também querido <a href="http://www.alfarrabio.org/index.php?amount=0&amp;blogid=1&amp;query=marquinho" target="_blank">Marquinho Rio Branco</a>. Diz ela: <i>*me lembrei de todas as conversas que já tivemos em São Luiz! Deu saudade!*</i><br />
<br />
Pois é, tenho o privilégio de, vez em quando, ser brindado com alguma correspondência virtual do Marquinho. É uma delícia abrir o e-mail e dar de cara com uma cartinha com cheiro-e-sabor (se é que me entendem, e se não entendem leiam com (c)alma o que vem a seguir...), direto de São Luiz do Parahytinga. Cometi, porém, uma falha imperdoável: deixei de compartilhar as últimas correspondências do Preto-Marquinho -- com direito, aliás, a promessa de novo CD fresquinho, que cobrarei <i>in loco, ao-vivo-e-em-cores</i>. Antes tarde do que nunca, a gente farda mas num táia, cá estão elas -- nem interessam as datas, valem sempre:<blockquote>passando e repassando para dar um Feliz Ano Novo aos nobres amigos da casa. 2012 já é. Que venha a Senhora Dona Felicidade munida de mais felicidades ainda. Se essa felicidade realmente bater em mim, ó, tomara que ela também açoite o dobro em vocês. Daqui a pouquinho tentarei tocar e cantar algumas palavras com o sabor de um veranico Janeiro dois mil e... 2012 já o é. Aqui estou, aí estamos Dona Rose & Paulo Bicarato. Preto Beijo, SLParahytinga, noite, segun26Dezem2012, marco rio branco<br />
<br />
<center><b>* | * | *</b></center><br />
<br />
Tardo... e falto... Anoiteço... e falto... Amanheço... e... Estilingo o sono para um bem fazer. Fazer...Fazer o que mesmo? Ah, sim... A vida é assim mesmo. Somente os atrasos fazem com que as nossas lembranças cheguem bem de mansinho, bem devagarinho... como as boas notícias que certas letras de canções nos enchem de futuros e sabedorias. Ouro e prata se espalham por aí. O Ser Humano só será Ser Humano o dia que entender que o Ouro e a Prata é que o moverão para um bom lugar, seja esse lugar a sua casa, seja a minha casa, seja a nossa casa - Casa do Mundo. Em sendo assim, promessas não podem ser acompanhadas de dúvidas. Minhas dívidas, minhas mínimas; minhas máximas, minhas culpas. Portanto, peço e rogo pela sua honorável paciência. Gentes de outros mundos nos mandam recados. Gentes desses mundos também nos mandam recados. Como assim? Não me faça perguntas. Sus ao Bloco Baco do Balocobaco, esse que uma bela tarde/noite me deu a honra de poder escrever a letra e o samba para as carnaválias do meu Parahytinga Rio. Alguma coisa me diz que a felicidade tem o encanto de apenas e tão somente três, quatro, cinco segundos... Se assim é, ah, o ah deve deve soar como eterna a minha testemunha. Ademais, também penso que a felicidade dessas gentes do Vale do Parahytinga é a de poderem cantar essa canção olhando para um futuro a perder de vista. Em sua caras, e mesmo em suas máscaras eles assim gostam de se corresponder com os tantos, com os tentos, com os tintos Séculos XXI, XXII, XXIII e assim avante. Como bem lhe disse, perguntas se respondem com perguntas, e eis a benedita letra - "Ninguém é de ninguém / mas todo mundo / é de todo mundo / no carnaval /do Balacobaco... Baco... Baco... Baco"... E foi assim que o meu sésamo se anunciou, e a SLParahytinga cidade passou a cantar com os pés no chão (aliás, minha avó dona Maria Benedita Rio Branco vivia dizendo, quem tira os pés do chão/perde o juízo.). Bem que tentei entender o teatro. Não consegui. No entanto, a cidade São Luiz me dá a rica oportunidade em participar das festas teatrais que se estendem no cotidiano do felizmente. Você poderia me falar, quando é que o seu violão fará uma oportunidade neste ai, neste aqui, naquele acolá... Aí, sim, lhe responderia com a maior firmeza, para que servem os amigos de hora primeira? Claro, clarabóia, são esses mesmos amigos que levam e elevam o meu canto de compositor para um aí, por um aqui, para um acolá... Todos os amigos sabem que não sou afetado para tocar aí, aqui, ali... Gosto mesmo é de compor. Estudei e estudo desde os magros cinco anos para esse belo ofício - composição. Sei muito bem expressar o meu lugar de compositor. E ponto final! E é somente por isso, ó nobre Senhora, que peço encarecidamente para anunciar aquilo que tinha comentado em outubros anteriores. O registro de um cedezinho para os bons amigos do peito e nada mais. Dez canções e nada mais. O meu grande amigo de quinhentos anos e mais uns trezentos de lambujas, salve, salve Galvão Frade assim se invocou comigo, e me levou para o estúdio da sua bela casa. Se você ainda acha que estou exagerando na dose, diga lá, deixo como pista única a letra da canção " Siricutico - siricutico dá no pai / siricutico dá na mãe / siricutico dá na tia / siricutico dá no avô / siricutico dá na irmã / siricutico dá no irmão / siricutico dá no tio / dá no tio do bisavô / siricutico dá no sangue / siricutico dá na alma / siricutico dá na casa / calma do tataravô / siricutico dá na sogra / siricutico no cunhado / siricutico concunhado / siricutico até no amor / não perca a calma meu amor / que o siricutico / é uma doença com louvor / louve e love Santo Onofre / protetor das causas nobres / guarde bem o meu amor". Preto Beijo!!! SLParahytinga... noite/terça29Novem2011, marco rio branco</blockquote>]]></description>
 <category>Etilíricas</category>
<comments>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3410</comments>
 <pubDate>Wed, 11 Jan 2012 11:29:13 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[:: Aumente o Som ::]]></title>
 <link>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3407</link>
<description><![CDATA[Clique nos quadradinhos e seja feliz! =^)<br />
<br />
<font size="1">[Dica bacana da <a href="https://www.facebook.com/1yaso" target="_blank">Yaso</a>, devidamente roubartilhada do <a href="http://silviomadara.blogspot.com/2011/12/clique-nos-quadradinhos-e-seja-feliz-em.html" target="_blank">Silvio Madara</a>]</font><br />
<br />
<center><object classid="clsid 27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" height="600" id="LOLLL" width="600"><param name="movie" value="http://www.sembeo.com/media/Matrix.swf"><param name="quality" value="high"><param name="bgcolor" value="#ffffff"><embed src="http://www.sembeo.com/media/Matrix.swf" quality="high" bgcolor="#ffffff" name="/LOLOLOL" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" height="600" width="600"> </object></center><br /><br />
<center><object classid="clsid 27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" height="600" id="LOLLL" width="600"><param name="movie" value="http://www.sembeo.com/media/Matrix.swf"><param name="quality" value="high"><param name="bgcolor" value="#ffffff"><embed src="http://www.sembeo.com/media/Matrix.swf" quality="high" bgcolor="#ffffff" name="/LOLOLOL" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" height="600" width="600"> </object></center>]]></description>
 <category>Tecnologices</category>
<comments>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3407</comments>
 <pubDate>Wed, 14 Dec 2011 10:11:55 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[:: Famiglia Bicarato ::]]></title>
 <link>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3405</link>
<description><![CDATA[Famiglia Bicarato, recém-chegada da Itália:<br />
da esq. p/ direita, em pé, atrás: Francesca (Queca), italiana; Teresa, italiana; Maria; Domingos.<br />
Ainda em pé, um pouco à frente: Antonia e Cristina.<br />
Sentados: Colomba Muscini, Giovanni Bicarato e Rosa (Rosina).<br />
No colo: José. Sentado, centro: Bento <i>(meu avô)</i>.<br />
Provavelmente no ventre da Colomba: Angelina.<br />
Os filhos, por ordem de idade: Francesca, Teresa, Maria, Domingos, Cristina, Rosa, Antonia, Bento, José, Angelina.<br />
Segundo o seu Toninho (meu pai), a foto é de aproximadamente 1910 (meu vô é de 1913, e calculamos que aí ele tenha uns três anos).<br />
<br />
]]></description>
 <category>Primeira Edição</category>
<comments>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3405</comments>
 <pubDate>Tue, 22 Nov 2011 08:13:36 -0300</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[:: Música-Poesia em Prosa ::]]></title>
 <link>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3403</link>
<description><![CDATA[Dia desses já registrei aqui a delícia de dar de cara <a href="http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3396" target="_blank">com uma cartinha inesperada</a>, vinda lá de São Luiz do Parahytinga, assinada pelo cumpadi-comparsa-cúmplice (CCC?) Marquinho Rio Branco. Nas palavras do seu Toninho, meu pai:<blockquote>...a ele eu chamo de escritor, poeta. mais que isso. A ele chamo de músico... seu texto canta no ouvido... é música, música pura... os Bach, Beethoven e Pixinguinhas da vida punham isso em pautas. Marquinho Rio Branco escreve palavras!</blockquote>Mas eis que, mesmo diante da minha totalmente desproporcional resposta (pra menos, é claro!), o Marquinho segue me concedendo o privilégio de suas *missivas* (putz! corro o risco de isso soar como pedido de briga pra ele) -- direcionadas e devidamente compartilhadas com <a href="https://www.facebook.com/?sk=lf#!/rose.bicarato" target="_blank">minha querida Rose</a>, e também, dessa vez, chamando o seu Toninho pro papo. Mas, bom, como em todo papo-de-boteco, e isso aqui não é nada mais do que um bom papo-de-boteco, ou pelo menos uma prévia instigatória pra um ótimo papo-de-boteco-presencial, reverbero a música-poesia em prosa do Marquinho pra além da nossa modesta mesinha, cá no cantinho da bodega ou, às vezes, no meio do calçadão de São Luiz, <strike>atrapalhando</strike> encantando os passantes.<br />
<br />
Da gênese do hino do Carnaval luizense-jucateliano à crise econômica global, passando por altas filosofices e culminando com uma promessa/ameaça das boas: um registro-cedezinho -- como podem constatar, <i>nobres senhores e belas damas de seios macios</i> (alô, sr. Quaderna! alô, Mestre Suassuna!), tudo a ver e tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Fala, Marquinho!<blockquote>Dona Rose, alguns anos atrás escrevi uma letra para uma canção. Canção essa que combinaria com os mundos dos mundos jucatelianos. Galvão Frade invocou com uma melodia única, e fui tentar cuidar da letra. E comecei a tal canção que viria a ser quase que única e definitiva para o Bloco Juca Teles. 1985. Poderia lhe dizer que a letra da música começou de trás para frente, "Juca Teles / amora em flor / Boca do povo / (são) Palavras em amor..." Pois muito bem, então ficamos combinados que com o tal do Juca Teles deve-se bater com uma flor, mas jamais com palavras de finos tratos e quejandos mais, se me entende... E vou lembrando também de uma nossa prosa porosa na mesa do Bar do Washington, aqui em São Luiz do Parahytinga, como quando tocamos no assunto da esfacelada economia da europa. Talvez, Dona Rose, a Senhora não se lembre, nem mesmo o renomado "arquiteto de mesas de bar" dom Paulo Bicarato, mas nossas conversas foram fluindo acaloradas. Estou falando de uns bons quatro, cinco anos atrás, 2006, 2007, 2008? Sei lá... A tal da crise econômica já era lapidar. Diamante puro. Economia essa pronta para não ser lapidada. Como ainda está sendo... Bom, doses de pingas, cervejas e cafés textuavam nossas divagações. Penso que divagações essas, sim, bem claras, caminhos sem voltas, nossas vidas, novas não economias para um mundo dito um outro mesmo mundo! Bicos molhados, olhos sagazes, cada qual por seus caminhos... Caminhos para boas bicas de águas bem claras. E um Bicarato para me atormentar por mais alguns anos. Mesmo na miúda, nobre Senhor, estamos por aí... Muito contente fiquei em saber que o Senhor seu pai se chama Antonio. Antonio. Sempre fiquei tentado com esse nome. Às vezes, mas só às vezes, esse nome me soa como se fosse anônimo, em outras, ó, como sendo antônimo. Enfim, toda essa bobagem sonora, se é que poderia tocar nesse assunto, é lá com Santo Antonio, como dizia a maravilhosa e acachapante música junina de mestre Tra la la Lamartine Babo. Sim, Tra la la... é um livro sobre o grande mestre Lamartine Babo. Quer entender as geniais letras e músicas de Lamartine Babo, ui, lamba com os olhos esse maravilhoso livro. E você nunca mais será o mesmo. Lamartine Babo ainda sonora em meus ouvidos de mercador musical, para o todo e para um sempre e sempre... Bom, mas como somos do século passado, e esse século XX ainda teima em se arrastar nas mãos e nos olhos de pessoas do século retrasado, minha Senhora, meu Senhor, é melhor mudar de assunto, mesmo sem sair desse assunto. Como essas linhas gerais ainda tintam para o Senhor seu Pai, agradeço como munca ao nobre senhor seu pai "seo" Antonio. E que ele muito ore por nós, como somente os pais sabem retratar e olhar bem para os seus filhos. Sua Benção, senhor Antonio! Com respeito às nossas idas e vindas nesse velho mundo sem porteira, não gosto e não queria falar, mas sou um pouco obrigado portanto a lhes dizer, fiz um registro-cedezinho para escutar com os amigos do peito e nada mais... Na próxima estação novembrina, ó, prometo arremessar uma das letras proceis... inté...<br />
<br />
<i>SLParahytinga... tarde-quarta, 19Outubro2011. Preto Beijo! marco rio branco</i></blockquote>]]></description>
 <category>Etilíricas</category>
<comments>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3403</comments>
 <pubDate>Wed, 19 Oct 2011 15:34:09 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[:: D. Quixote Remix ::]]></title>
 <link>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3400</link>
<description><![CDATA[<table><tr><td></td><td>Em 1922, saiu a primeira versão do *Dom Quixote* na China, então renomeado *A História de um Cavaleiro Louco*. Ninguém perguntou pro Cervantes se ele aprovou a versão, até porque o cara já tinha morrido há uns três séculos. Também não temos notícia de que essa versão chinesa tenha sido vertida pra português ou espanhol, daí que é um verdadeiro mistério como é que ficaram os imbróglios do D. Quixote & Sancho Pança de olhinhos puxados. Insisto no termo *versão*, em vez de *tradução*, por se tratar, obviamente, de outra obra -- em uma palavra, um exemplo perfeito do *remix* criativo, livre pra reintepretar e dar novos e inesperados sentidos a seja lá o que for. Detalhe: o *tradutor*, Lin Shu, era monoglota, e contou com a ajuda de Chen Jialin, o assistente que lhe fazia resumos orais do D. Quixote original. Ou seja: a versão em chinês é uma versão boca-a-boca, e sabe-se lá o quanto o Chen foi, digamos, *fiel* ao original ou o quanto imprimiu da sua própria interpretação na sua contação de causo...<br />
<br />
Descobri essa deliciosa história curiosa pelo <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-melhor-leitor-argentino,776895,0.htm" target="_blank">Sérgio Augusto, no Estadão</a>. Diz o Sérgio que o escritor argentino Ricardo Piglia espera por uma tradução pro espanhol d'*A História de um Cavaleiro Louco*, <i>"para tentar recriar, ficcionalmente, as conversas entre Lin Shu, o tradutor, e Chen Jialin, seu assistente"</i>. O Sérgio diz que o Piglia também pretende <i>"mensurar o grau de contaminação do romance pela língua e o contexto chineses"</i>. Confesso que o termo *contaminação* me incomodou um pouco (acho que por remeter, em primeiro lugar, a aspectos negativos, infecciosos) mas, no final das contas, que seja: é, também, se contaminando que se criam anticorpos e se fortalecem os organismos -- língua, cultura, artes, *bens imateriais* em geral, só têm a ganhar com esse remix.</tr></td></table>]]></description>
 <category>Biblios</category>
<comments>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3400</comments>
 <pubDate>Fri, 14 Oct 2011 17:05:07 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[:: Sarà Una Risata Che Vi Seppellirà ::]]></title>
 <link>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3399</link>
<description><![CDATA[Tive que recorrer ao meu pai, seu Toninho, pra descobrir o significado do *seppellirà* (é, o google tá aí, mas e daí?). Vi a expressão num texto do Ed Emery, tradutor do Toni Negri, que peguei lá na <a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;pid=1845" target="_blank">Novae</a> e reproduzo a seguir. Descubro, depois, que era um mote lá do mítico 1968, via anarquistas -- achei graça como me identifiquei com a frase logo de cara, antes mesmo de ter a tradução. Sei lá, sintonias... Mas esse intróito (ou: eufemismo pra nariz-de-cera) é só desculpa. Segue o que interessa.<br />
<br />
<i>Ah, em tempo: seppellirà = sepultará.</i><blockquote><b>"Nós vamos rolar de rir"</b><br />
<br />
<i><font size="1">Sobre <strong>Toni Negri</strong>, Ed Emery, Le Monde Diplomatique <a href="http://mondediplo.com/2011/08/14negri" target="_blank">http://mondediplo.com/2011/08/14negri</a> e em Counterpunch <a href="http://counterpunch.org/emery08122011.html" target="_blank">http://counterpunch.org/emery08122011.html</a> (Filmes, em italiano, em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zTY1Dow6MzU" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=zTY1Dow6MzU</a>)</font></i><br />
<br />
<div class="leftbox"></div>Quando Toni Negri, agora aos 78 anos, escreve e fala, h&aacute; sempre algum latim na sua fala profunda, mas o discurso &eacute; claro, disciplinado, l&uacute;cido e prazeroso. &Eacute; como um abra&ccedil;o viril, muscular e poderoso, como tudo que sua formid&aacute;vel intelig&ecirc;ncia produz. Precisamos muito desse tipo de pensamento, porque os modelos esquerdistas do passado j&aacute; n&atilde;o funcionam e algo novo tinha, sim, de ser inventado.<br />
<br />
Seu livro <em>Empire</em> n&atilde;o sai das listas de mais vendidos nos EUA, mas Negri n&atilde;o tem partido,nem organiza&ccedil;&atilde;o, nem legi&otilde;es de seguidores. Diz ele: &ldquo;Sinto-me um pouco isolado, porque sou e sempre fui extremista. Quem queira fazer carreira, ou manter relacionamento &lsquo;est&aacute;vel&rsquo; com o mundo da pol&iacute;tica ordin&aacute;ria, evita envolver-se comigo.&rdquo; Seu trabalho &eacute; teorizar as pr&aacute;ticas passadas e as possibilidades futuras da revolu&ccedil;&atilde;o. J&aacute; h&aacute; mais de vinte anos, escreve que as &ldquo;classes&rdquo; deram lugar &agrave; &ldquo;multid&atilde;o&rdquo; como conceito e termo anal&iacute;tico. Seus advers&aacute;rios e detratores dizem que as massas n&atilde;o est&atilde;o nas ruas, nas barricadas, aos gritos de &ldquo;Somos a multid&atilde;o&rdquo;.<br />
<br />
A Primavera &Aacute;rabe pareceu bom momento para visitar Negri, uma vez que o que se v&ecirc; nas principais pra&ccedil;as de v&aacute;rias capitais em torno do Mediterr&acirc;neo &eacute; bem semelhante a multid&atilde;o em a&ccedil;&atilde;o, o que Negri disse em in&uacute;meros artigos para v&aacute;rios jornais. Conversar com Negri &eacute; diferente de ler o que ele escreve, sobretudo no meu caso, que traduzo seus escritos para o ingl&ecirc;s.<br />
<br />
Num trem para Veneza, no trevo ferrovi&aacute;rio de Mestre, esse espa&ccedil;o paradis&iacute;aco de terra, vento e &aacute;gua, dou-me conta de que j&aacute; fazem 40 anos que traduzo o que o Negri escreve. Vejo-me outra vez em Londres, no in&iacute;cio dos anos 1970s, ambos ativistas rec&eacute;m sa&iacute;dos da universidade, vivendo numa comuna frequentemente visitada pela pol&iacute;cia. T&iacute;nhamos uma sala de impress&atilde;o montada no por&atilde;o (ainda sinto saudades do chug-chug da impressora Multilith 1250 Offset e do cheiro acre dos panfletos rec&eacute;m impressos). Um grande mapa da It&aacute;lia na parede, porque a It&aacute;lia era o cora&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio da revolu&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora, para todas as f&aacute;bricas da Europa.<br />
<br />
Acabaram por concluir que &eacute;ramos parte de uma conspira&ccedil;&atilde;o internacional, o que, em certo sentido, &eacute;ramos. Mostraram especial interesse por um documento que encontraram na minha gaveta, os pap&eacute;is da Confer&ecirc;ncia da organiza&ccedil;&atilde;o <em>Potere Operaio</em> (Poder Oper&aacute;rio), que revolucionou o modo como entend&iacute;amos a luta de classes, pela periodiza&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica das lutas trabalhistas, dividindo-as em ciclos. Negri foi uma das vozes no<em> Potere Operaio</em> que teorizou o &ldquo;trabalhador-massa&rdquo; que levou &agrave;s lutas dos anos 1970s. Foi a fonte inspiracional que me p&ocirc;s a traduzir tudo que ele escrevesse, embora meus esfor&ccedil;os iniciais tenham sido descartados pela pol&iacute;cia e por &lsquo;patrulhas&rsquo; ideol&oacute;gicas.<br />
<br />
Aquela paisagem pol&iacute;tica do &ldquo;trabalhador-massa&rdquo; empregado em sistemas de trabalho medido por dia, fora ocupada por trabalhadores da ind&uacute;stria automobil&iacute;stica, estivadores, mineiros, oper&aacute;rios da constru&ccedil;&atilde;o civil e seus sindicatos: um ciclo internacional de lutras trabalhistas capazes de derrubar governos. Tudo aquilo mudara. O capitalismo industrial baseado em classes trabalhadoras fabris dera lugar a um novo capitalismo, baseado em servi&ccedil;os financeiros, na economia digital, na produ&ccedil;&atilde;o e no com&eacute;rcio do conhecimento: &ldquo;capitalismo cognitivo&rdquo;. No territ&oacute;rio capitalista, j&aacute; n&atilde;o se veem bancadas de ferramentas, mas manipulam-se, criam-se e valorizam-se dados e redes digitais. Facebook e Google s&atilde;o maiores que a General Motors. As novas massas, de &ldquo;trabalho imaterial&rdquo;, s&atilde;o a &ldquo;multid&atilde;o&rdquo; de Negri.<br />
<br />
Quando a onda de lutas fabris recuou, derrotada, a It&aacute;lia entrou nos &ldquo;anos de chumbo&rdquo; (<em>anni di piombo</em>), o terrorismo pol&iacute;tico dos anos 1970-80s. Negri foi preso, com centenas de outros da esquerda autonomista (<em>autonomia operaia</em>) no primeiro dos movimentos de massa que come&ccedil;aram dia 7 de abril de 1979. Passou quatro anos na pris&atilde;o, a partir de 1979, depois em ex&iacute;lio na Fran&ccedil;a e depois novamente a pris&atilde;o, na It&aacute;lia. Negri conta a hist&oacute;ria desses anos em <em>Diario di un&rsquo;evasione</em> (1985, Hachette) e <em>Pipe-line</em>. <em>Lettere da Rebibbia </em>(2009, Feltrinelli). Com o fim do sistema sovi&eacute;tico, havia car&ecirc;ncia absoluta de reflex&atilde;o forte que explicasse o novo estado do mundo. Negri embarcou em seu maior trabalho, com Michael Hardt na Duke University, e publicaram <em>Imp&eacute;rio</em> (2000),<em> Multid&atilde;o</em> (2004) e <em>Commonwealth</em> (2009).<br />
<br />
<strong>A ideia do &ldquo;comum&rdquo;</strong></p><br />
<p>Escapando ao bloqueio hist&oacute;rico a que a experi&ecirc;ncia sovi&eacute;tica condenara o comunismo, Negri voltou &agrave; ideia do &ldquo;comum&rdquo; que sempre esteve na raiz daquele pensamento. Discute uma realidade g&ecirc;mea de &ldquo;<em>commons</em>&rdquo;. Identificando a raiz da atual crise econ&ocirc;mica, v&ecirc; um &ldquo;comum&rdquo; capitalista, uma unifica&ccedil;&atilde;o e comunalidade (<em>comunanza</em>) dos interesses capitalistas, sobretudo nas finan&ccedil;as. &ldquo;&Agrave;s vezes, usando as palavras com excessiva imprecis&atilde;o, h&aacute; quem veja nisso &lsquo;o comunismo do capital&rsquo;. A&iacute; est&aacute; um &lsquo;comum&rsquo; do qual temos de dar conta. E que temos de expropriar.&rdquo;<br />
<br />
O conceito fundamental da tradi&ccedil;&atilde;o do opera&iacute;smo italiano &eacute; que o capitalismo sempre mapeia seus desenvolvimentos segundo as lutas e a resist&ecirc;ncia dos trabalhadores. Hoje, como efeito das lutas do trabalho nos anos 1970-80s, h&aacute; uma comunalidade no trabalho, caracterizada pela imaterialidade, pelos conte&uacute;dos cognitivos e pela comunica&ccedil;&atilde;o impl&iacute;cita em todas as &aacute;reas do trabalho em mundo capitalista. Nesse quadro, &eacute; indispens&aacute;vel modificar o modo como pensamos a organiza&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a social. Nas palavras de Negri: &ldquo;A revolu&ccedil;&atilde;o j&aacute; n&atilde;o visa a ocupar o Pal&aacute;cio de Inverno, como no tempo dos bolcheviques. Em vez disso, temos hoje essas formas de comum, essas formas de intera&ccedil;&atilde;o, a pot&ecirc;ncia das redes, a pluralidade, a policontextualidade, que se v&atilde;o expandindo cada vez mais amplamente&rdquo;.<br />
<br />
Mas como se pode organizar a f&uacute;ria, a urg&ecirc;ncia e a agressividade que se viu no norte da &Aacute;frica e na Espanha, Portugal e Gr&eacute;cia? Em <em>Commonwealth</em> Negri discute essa quest&atilde;o.</p><br />
<p>Chama &agrave; f&uacute;ria indigna&ccedil;&atilde;o e encontra ra&iacute;zes em Spinoza, que diz que na indigna&ccedil;&atilde;o descobrimos nossa for&ccedil;a para agir contra a opress&atilde;o. Mas o problema &eacute; como transformar esses momentos de f&uacute;ria popular em institui&ccedil;&otilde;es dur&aacute;veis do poder do povo? Para Negri e seus companheiros, nessa fase do capitalismo todas as metr&oacute;poles tornaram-se arenas de produ&ccedil;&atilde;o e de resist&ecirc;ncia. Vivemos sob um sistema &ldquo;biopol&iacute;tico&rdquo; (toda o campo da vida &eacute; pol&iacute;tico). A teoria revolucion&aacute;ria tem de ser desenvolvida no contexto biopol&iacute;tico: inserir Marx no pensamento de Foucault. Assim sendo, qual a tarefa dos revolucion&aacute;rios? &ldquo;Nossa tarefa &eacute; investigar o quadro organizacional das subjetividades antagonistas que nascem de baixo, baseados na indigna&ccedil;&atilde;o manifestada pelos sujeitos ante a opress&atilde;o (...) a explora&ccedil;&atilde;o (...) e a expropria&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Michael Hardt e Toni Negri, <em>Commonwealth</em>).<br />
<br />
<em>Indigna&ccedil;&atilde;o</em> talvez pare&ccedil;a conceito vago, mas, no instante em que escrevo, vejo pela televis&atilde;o imagens da pra&ccedil;a Sintagma, em Atenas, com milhares de manifestantes cercando o Parlamento grego, em protesto contra novas leis de &lsquo;austeridade&rsquo;. Numa enorme faixa, l&ecirc;-se a palavra que simboliza o movimento: Aganaktismeni. Os indignados. Como, antes dos gregos, os espanh&oacute;is, <em>Los indignados</em>. Negri l&aacute; estava, de pleno direito.</p><br />
<p>Negri &eacute; sempre muito acess&iacute;vel. Nos anos 1980s, traduzi e publiquei um volume dos escritos de Negri, <em>Revolution Retrieved</em> (Toni Negri,<em> Revolution Retrieved:</em> <em>Writings on Marx, Keynes, capitalist crisis and new social subjects</em> (1967-83), ed. e trad. Ed Emery e John Merrington, Londres: Red Notes, 1983), em colabora&ccedil;&atilde;o com John Merrington. Ainda tenho algumas c&oacute;pias; da venda, recolho dinheiro que azeita as engrenagens da revolu&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
Semana passada, descobri que o livro foi scaneado por &ldquo;Libertarian Communists&rdquo; e distribu&iacute;do pela rede gratuitamente, o que explica que minhas vendas, de repente, tenham ca&iacute;do a zero. Pedi que tirassem de l&aacute; o meu livro, mas n&atilde;o tiraram. Portanto, como presentinho meu aos leitores, aqui v&atilde;o as instru&ccedil;&otilde;es para baixar e imprimir, gratuitamente: basta clicar <a href="http://libcom.org/files/Negri%20-%20Revolution%20Retrieved%20-%20Writings%20on%20Marx,%20Keynes,%20Capitalist%20Crisis%20and%20New%20Social%20Subjects%20%281967-83%29.pdf" target="_blank">http://libcom.org</a> e imprimir. O livro leva o t&iacute;tulo de &ldquo;Negri &mdash; Revolt at Trani Prison&rdquo;. Aproveitem.<br />
<br />
Viajando para entrevistar Negri, tamb&eacute;m tinha planos de capturar algumas das hist&oacute;rias engra&ccedil;adas que ele conta, de uma longa e prof&iacute;cua vida como fil&oacute;sofo, te&oacute;rico, ativista, exilado e prisioneiro. O resultado s&atilde;o 13 curta-metragens que se encontram em YouTube; o primeiro &eacute; &ldquo;The Revolt at Trani Prison&rdquo; (1980) (<em>Racconti curiosi no 13: &ldquo;The Revolt at Trani Prison</em>&rdquo;, <a href="http://youtu.be/zTY1Dow6MzU" target="_blank">http://youtu.be/zTY1Dow6MzU</a>). A trag&eacute;dia e as gargalhadas cont&ecirc;m um segredinho para a decifra&ccedil;&atilde;o do &uacute;ltimo par&aacute;grafo da trilogia. O cora&ccedil;&atilde;o e a alma da revolu&ccedil;&atilde;o, diz Negri, ser&atilde;ao o riso. &ldquo;Nossa risada &eacute;, afinal, a risada da destrui&ccedil;&atilde;o, a risada de anjos armados que acompanha o &uacute;ltimo combate contra o mal. Na luta contra a explora&ccedil;&atilde;o capitalista (...) todos sofreremos terrivelmente, mas, seja como for, haver&aacute; risos de alegria. N&oacute;s os enterraremos por rir deles.&rdquo; Ou, mais poeticamente, em italiano, <em>Sar&agrave; una risata che vi seppellir&agrave;.</em></blockquote>]]></description>
 <category>Linux Vida Open Source</category>
<comments>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3399</comments>
 <pubDate>Tue, 11 Oct 2011 15:27:55 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[:: Preto Marquinho Rio Branco ::]]></title>
 <link>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3396</link>
<description><![CDATA[Com licença: preciso agradecer aos Céus por ter o privilégio de chegar no trampo, abrir minha caixa de e-mails e me deparar com uma deliciosa mensagem do bom e véio camarada Marquinho Rio Branco. Sei lá quanto tempo faz que não nos vemos, mas, como poderão conferir, não é a distância ou o tempo que nos separam: o Marquinho é daqueles irmãos-de-coração, que mantêm uma sintonia fina de espírito, de ideiais e idéias, de sonhos e letras -- sintonia, aliás, que me faz re-pensar onde é e como tô gastando meu parco latim... Mas, tô tergiversando: fiquemos, pois, com o verso-em-prosa do Marquinho, direto de São Luiz do Parahytinga. Salve, Marquinho!<blockquote><b>Salve, salve Dona Senhora e Senhor Paulo Bicarato! Estamos mais pertos do que nunca. Nossas idéias, nossas utopias. Não adianta espernear, cada vez mais o mundo é dos sonhadores.</b><br />
<br />
Quer apostar? Tudo o que não pretendíamos, caro Senhor, está acontecendo. Crise? Que crise? Há muitos e muitos anos li que um andarilho também fazia esse dito questionamento. Então, ó, para que chorar. O mundo europeu jamais voltará a ser o que foi um dia. Bodes velhos berram, mas o caminho é a passagem sem volta. Dúvidas das dúvidas, meu Brasil brasileiro transcorre o seu ideal serenamente. Disso tenho absoluta certeza. Jacarehy anda e desanda por aqui. São Luiz do Parahytinga entoa por ai... Alfarrábio faz furor em meus magros olhos. Vez em sempre, é a pura verdade, dou uma sacudela no pó dos seus doridos ossos. Gosto e muito quando você cita a Senhora sua Mãe. Digo e repito. Por onde anda mesmo as benditas memórias daquela suculenta macarronada? Não posso crer que você esqueceu? E aquele rico pedaço de pudim de leite condensado que até hoje nunca mais mais saiu do seu pensamento? E aquela canção que nem Angela Maria saberia interpretar ao seu pé de ouvido, na maviosa voz da Sua Mãe? É, meu caro amigo, o mundo é muito maior do que cantamos... Parahytinga continua no seu lugar de sempre. Uma outra cidade? Não, nunca, jamais... Poucas são as cidades no mundo que sabem se reinventar, e dentre essas, alguma coisa me diz que São Luiz é uma delas. Não, nunca, jamais gostei da palavra reconstrução. Ninguém reconstrói nada. Nem tem como. Sempre e sempre temos que pedir licença para entrarmos em lugares ditos sagrados. Os orientais se curvam e pedem licença para entrar num local, não importa que lugar é esse, tanto pode ser uma cidade, um rio, uma casa, uma cachoeira, uma densa floresta, e até mesmo beber um copo de uma boa bebida, beijar uma querida amiga, uma querida mulher, uma querida companheira. Gostamos ou não, mas São Luiz do Parahytinga está fadada a reinvenções. Água é vida! É da água que vêm as novas tonificações, tudo enredando para as futuras gerações! A cultura do café já não mais faz sentido para a cultura da Parahytinga cidade. Falo da cultura dos casarões, das músicas, das suas gentes. Sei que muita gente não gosta quando toco nesse assunto. Porém, meu caro Senhor, não posso fazer nada, absolutamente nada. Continuamos a beber da mesma fonte, da eterna fonte da juventude do Parahytinga Rio. Lembre-se, Um Rio passa milhões de vezes no fundo do quintal da minha casa, no fundo do quintal da cidade São Luiz do Parahytinga. Rios nascem, crescem e matam cidades. Rios inventam cidades. Rios destróem cidades. Existem cidades físicas. Existem cidades fabulosas. Penso que São Luiz é um caso de fabulação. Todos conhecem a cidade somente nas suas festas. Pouquíssimas pessoas a conhecem numa meiga segunda, terça, quarta-feira de cinzas. Quem manda e desmanda numa cidade, ah, não são e jamais serão os prefeitos, políticos, padres. Sim, tire, retire um gari da cidade por um, dois, três dias. O dia seguinte será dos abutres, dos urubus, dos diz-que-diz... São Luiz do Parahytinga... talvez um dia essa cidade mude para um lugar real. Por enquanto, mas só por enquanto, ele continua mais fabulosa do que nunca...<br />
<br />
<i>São Luiz do Parahytinga, noite-terça / 04Outubro2011... Preto Abraço, marco rio branco</i></blockquote><font color="red"><b>Segundo clichê:</b></font> pra quem não tem o prazer de conhecer, além das palavras: o Marquinho é um neguim-magrim, um corpo franzino, quase frágil, absolutamente desproporcional ao tamanho da inteligência. Se não bastasse, a poesia tá no próprio e-mail do cara, num trocadilho com o próprio nome: <b><font color="green">marbrancorio</font></b>...]]></description>
 <category>Etilíricas</category>
<comments>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3396</comments>
 <pubDate>Wed, 5 Oct 2011 10:59:17 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[:: Balada para un Loco ::]]></title>
 <link>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3394</link>
<description><![CDATA[Título original em espanhol, em homenagem aos verdadeiros *pais* dessa clássica, antológica música: Astor Piazzolla e Horacio Ferrer. <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Balada_para_un_loco" target="_blank">*Balada para um Louco*</a> me persegue desde pequeno, e sei-a praticamente de-cor -- graças, principalmente, pela minha cota de sensibilidade que herdei da <a href="http://www.flickr.com/photos/pbicarato/5413435250/in/set-72157625967985530/" target="_blank">minha mãe, a dona Benê</a>. Só fui descobrir a versão do Piazzola muitos anos mais tarde; cedo, conheci a *Balada* por um disco do Silvio Brito, comprado pela minha mãe. Eu tinha, sei lá, 11, 12, no máximo 13 anos, por aí, e ficava horas ouvindo e cantando, sozinho, mesmo sem compreender certos versos. Compartilho aqui, portanto (antes tarde do que nunca...), a *minha* balada -- especialmente, claro, pra Rose =^)<blockquote><i>Abraça essa ternura de louco que há em mim.<br />
Derrete com teu beijo a pena de viver.</i></blockquote><br />
<table><tr><td>Num dia desses, ou numa noite dessas,<br />
você sai pela sua rua, ou pela sua cidade<br />
ou, sei lá, pela sua vida, quando de repente,<br />
por detrás de uma árvore, apareço eu!<br />
<br />
Mescla rara de penúltimo mendigo<br />
e primeiro astronauta a pôr os pés em Vênus.<br />
Meia melancia na cabeça, uma grossa meia sola em cada pé,<br />
as flores da camisa desenhadas na própria pele<br />
e uma bandeirinha de táxi livre em cada mão.<br />
<br />
Ah! ah! ah! Você ri... você ri porque só agora você me viu.<br />
Mas eu flerto com os manequins,<br />
o semáforo da esquina me abre três luzes celestes.<br />
E as rosas da florista estão apaixonadas por mim, juro,<br />
vem, vem, vamos passear. E assim dançando, quase voando eu<br />
te ofereço uma bandeirinha e te digo:<br />
<br />
Já sei que já não sou, passei, passou.<br />
A lua nos espera nessa rua é só tentar.<br />
E um coro de astronautas, de anjos e crianças<br />
bailando ao seu redor, te chama:<br />
vem voar.<br />
<br />
Já sei que já não sou, passei, passou.<br />
Eu venho das calçadas que o tempo não guardou.<br />
E vendo-te tão triste, pergunto: O que te falta?<br />
...talvez chegar ao Sol, pois eu te levarei.<br />
<br />
Ah! Ah! Ah!<br />
<br />
Louco, louco, louco! Foi o que me disseram<br />
quando disse que te amei.<br />
Mas naveguei as águas puras dos teus olhos<br />
e com versos tão antigos, eu quebrei teu coração.</td><td><b>.:|:.</b></td><td>Ah! Ah! Ah!<br />
<br />
Louco, louco, louco, louco, louco!<br />
Como um acrobata demente saltarei<br />
dentro do abismo do teu beijo até sentir<br />
que enlouqueci teu coração, e de tão livre, chorarei.<br />
<br />
Vem voar comigo querida minha,<br />
entra na minha ilusão super-esporte,<br />
vamos correr pelos telhados com uma andorinha no motor.<br />
Ah! Ah! Ah!<br />
Do Vietnã nos aplaudem: Viva! viva os loucos que inventaram o amor!<br />
E um anjo, o soldado e uma criança repetem a ciranda<br />
que eu já esqueci...<br />
Vem, eu te ofereço a multidão, rostos brilhando, sorrisos brincando.<br />
Que sou eu? sei lá, um... um tonto, um santo, ou um canto a meia-voz.<br />
<br />
Já sei que já não sou, nem sei quem sou.<br />
Abraça essa ternura de louco que há em mim.<br />
Derrete com teu beijo a pena de viver.<br />
Angústias, nunca mais! Voar, enfim, voar!<br />
<br />
Ama-me como eu sou, passei, passou.<br />
Sepulta os teus amores vamos fugir, buscar,<br />
numa corrida louca o instante que passou,<br />
em busca do que foi, voar, enfim, voar!<br />
<br />
Ah! Ah! Ah!...<br />
<br />
Viva! viva os loucos!!! Viva! viva os loucos que inventaram o amor!<br />
Viva! viva! viva!</tr></td></table><br />
<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/1TXHWYsvy5k" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>]]></description>
 <category>Etilíricas</category>
<comments>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3394</comments>
 <pubDate>Wed, 21 Sep 2011 15:06:01 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title><![CDATA[:: Disritmia ::]]></title>
 <link>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3392</link>
<description><![CDATA[Fala, Martinho da Vila:<blockquote><i>Preciso transfundir seu sangue<br />
Pro meu coração que é tão vagabundo</i></blockquote><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ObU62GlC7mE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>]]></description>
 <category>Etilíricas</category>
<comments>http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=3392</comments>
 <pubDate>Fri, 16 Sep 2011 11:55:21 -0200</pubDate>
</item>
  </channel>
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