:: Soneto ::

Se quando o horizonte e tudo acabar
se impressão bater de que tudo cansa
se não tiver mais lágrimas a chorar
se não restar nem um fio de esperança

 

Resta-me, só, dizer mesmo só, pequeno
que mantenha, sempre, coração sereno,
que se imponham força e fé e coragem
maiores que o medo e a vã vertigem

 

Que minhas mãos não almejem nada senão
sonhos, críveis e impossíveis, nada
mais porém além do intrínseco vir-a-ser

 

Que minha alma resgate a essência
de ter ousado, um dia, querer mais bem
e amar por amar, só por bem-querência.

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