:: Gentileza gera gentileza ::

Das voltas que o mundo dá. Ou: sincronicidades inesperadas e fortuitas do dia-a-dia.
Há algumas semanas, a Rose, enquanto fazia uma caminhada, achou uma carteira de habilitação na rua. Fez o mínimo que se poderia esperar dela: tirou uma foto e publicou no feicebúqui, perguntando se alguém conhecia o rapaz. Em poucos dias, a irmã dele fez contato e veio o desfecho: a carteira foi entregue.

Causo simples, não haveria nada demais em uma atitude dessas, mas gratificante ver como pequenas atitudes ainda servem como exemplo do poder que as redes sociais têm (ainda!) de fazer o bem e aproximar pessoas.

Só que… a história não acaba aí. Se não bastasse o desfecho feliz, o melhor estava por vir. Mais uns dias e eis que ela recebe uma mensagem inbox:

“Olá, Rose! Sou o pai do Ricardo. Fiquei muito satisfeito humano com a sua atitude. Ficamos  surpresos. Precisamos de pessoas exemplares assim. obrigado. Abçs.”

Pra resumir, segue o diálogo:

Gentil: “Olá Rose! Conheço um tal de Toninho Bicarato que morava em São Paulo. Por acaso é seu parente? Abç.”

Rose: “Olá, Gentil! Que bom que consegui localizar o Ricardo e deu tudo certo. Seu Toninho Bicarato é meu sogro, mas infelizmente ele faleceu já tem quatro anos. Mas de onde vcs se conheceram? É que os filhos dele amam saber das pessoas que conheceram seu Toninho Bicarato.”

Gentil: “Ok, Rose! Lamento. Se for esse Toninho, ele era maestro de um grupo de canto numa igreja em Ermelino Matarazzo. Depois ele se mudou para Aparecida. Vamos ver se é esse.”

Rose: “É ele mesmo, nosso querido Toninho Bicarato.”

Na sequência, o Gentil disse que gostaria muito de nos conhecer, e prometeu que assim que possível, virá fazer uma visita — que, espero, possa acontecer em breve. São causos como esse que me dão a certeza de que não há coincidências, e o acaso atua onde e quando menos se espera. O sr. Gentil conheceu meu pai em Ermelino Matarazzo, Zona Leste de SP, há pelo menos uns 55 anos. Hoje ele mora em São Bento do Sapucaí. E o documento achado na rua se deu em Jacareí.

Fica, além do gesto e da atitude da Rose, e da simpatia e reconhecimento do sr. Gentil, a constatação de que meu pai, o seu Toninho, e minha mãe, dona Benê, deixaram marcas e ótimas lembranças por onde passaram. Mais uma prova disso foi o ocorrido há alguns anos em SP, quando conheci inesperadamente a Chris Ramsthaler, numa feliz noite provocada pelo camarada Tuia, e intermediada (sem nenhum prévio acordo) pelo nosso querido menestrel Déo. A bênça, Papa e Mama, e segue o causo: “Acasos (?)”.