:: Etilíricas ::

Fala, Xico Sá: “Procura-se um comunista, desesperadamente”.

É, acho que conheço um dos últimos sobreviventes, mas o cara tá longe… saudades dos bons proseios em Parahytinga, São Luiz, sob os olhares sacizísticos, fraternalmente ateus ao lado da minha formação católica, sempre recheados de citações de escritores os mais variados e explanações etimológicas que iam do latim ao grego e ao russo, passando pelo alemão e recaindo nos mineirismos causísticos (como de fato é mêsssm!), e, etilírica e inevitavelmente, como se pode deduzir, outros saciológos da mesma laia, ou de outras várias, pretinho-branco: saravá!, se juntavam pra poetar e discutir a inevitável implantação da utopia nas terras brasilis, numa Ursal de veias abertas de hermanos multifacetados.

Isso sob o olhar nipônico sempre atento, silente e observador, de quem sabe mais do que diz, e com as sempre precisas observações da professora iluminada e iluminosa, mestra em contextualizar as visões na realidade concreta e sensível das nossas gentes.

O mundo dá voltas, como numa partitura em espiral grafitada num poste que reproduz, só pra quem sabe e pode ver, a música-tema da revolução, um hermetismo acessível a poucos iniciados mas contraditoriamente aberto a mentes abertas (?)…

(Só não vou citar nomes pra não correr o risco de ser um entreguista, alcaguete, e dar de bandeja pro coiso que nos persegue.)